sexta-feira, 4 de abril de 2014

A ditadura venezuelana que desgoverno do PT insiste em não ver






O exército de um homem só. Ou: Por que Jair Bolsonaro deve ser defendido


















Terceira Lei de Newton: a toda ação sempre se opõe uma reação. Em meu mundo ideal, haveria debates civilizados entre a social-democracia, os liberais e os conservadores. Comunistas, socialistas, nacional-socialistas e fascistas seriam simplesmente ignorados. E militares com viés autoritário também.
Em meu mundo ideal, todo o PT seria visto como um bando de radicais golpistas, dispostos a quaisquer meios para seus fins. O PSOL seria visto como o PT de ontem, nada mais. E do lado direito, o deputado Jair Bolsonaro seria apenas uma voz estridente sem muito eco, pois desnecessária.
Mas não vivemos no mundo ideal. Vivemos num mundo em que os petistas não só estão no poder, como seus velhos trotskistas insistem em seus planos golpistas de rescrever a história, controlar a imprensa e conquistar poderes absolutos.
É justamente esse avanço de uma esquerda radical que produz a reação de uma direita mais reacionária. A existência política de Jean Wyllys produz um Marco Feliciano. A existência política de um Franklin Martins ou um José Dirceu produz Jair Bolsonaro.
Enquanto aqueles existirem politicamente, e pior!, estiverem no poder, a reação de um Bolsonaro será mais que inevitável ou desejável; será necessária. Trata-se de um exército de um homem só, combatendo isolado no Congresso os socialistas e comunistas que ainda sonham com a revolução totalitária, com o regime cubano. Quem mais teve coragem de apontar o dedo para José Dirceu, quando este estava em alta ainda, e gritar: “terrorista”?
Digo tudo isso para protestar veementemente contra a censura que o deputado Jair Bolsonaro sofreu na Câmara essa semana, tendo sido impedido de realizar seu discurso. É essa a “democracia” que essa gente defende? Sabemos, no fundo, que os socialistas jamais defenderam a democracia, e é essa verdade que querem ocultar de todos.
Em artigo publicado hoje na Folha, Bolsonaro afirma exatamente isso, e mostra parte do que seria dito em seu discurso proibido. Seguem alguns trechos, pois, por mais que o leitor considere o deputado uma figura caricata e reacionária, não é possível negar que faz perguntas e acusações pertinentes:
Que pavor um só homem causa à esquerda brasileira a ponto de lhe cassar a palavra da tribuna da Câmara dos Deputados a não ser o temor à verdade?
O discurso que acabou proibido na terça-feira abordaria fatos como o ocorrido em março de 1963, na sede do Sindicato dos Operários Navais, em Niterói (RJ), por ocasião do Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, patrocinado pelo Partido Comunista Brasileiro, onde Luís Carlos Prestes proferiu: “Gostaria que o Brasil fosse a primeira nação sul-americana a seguir o exemplo da pátria de Fidel Castro”.
[...]
A alegação de quase 400 mortos e desaparecidos –em sua maioria, sequestradores, terroristas, assaltantes de banco, ladrões de armas– seria um preço muito pequeno para que, hoje, nosso povo não vivesse nas condições dos cubanos. Não tivesse Fidel Castro treinado e financiado a luta armada no Brasil, certamente, no início dos anos 70, o poder teria sido passado aos civis.
[...]
Que moral tem um governo para falar em tortura quando esconde qualquer investigação sobre o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, justiçado pelos próprios companheiros; quando cria uma Comissão da Verdade cujos integrantes são indicados por alguém como a presidente, que, à frente de grupos terroristas como VPR, Colina e VAR-Palmares, sujou suas mãos de sangue de inocentes como o tenente Alberto Mendes Júnior, executado a pauladas nas matas do vale do Ribeira, e o recruta do Exército Mário Kozel Filho, morto por carro bomba no QG do então Segundo Exército. A esquerda continua posando de vítima na busca de compaixão, votos e poder.
[...]
Como Lênin disse que “compraria da burguesia a corda para enforcá-la”, afirmo que o PT vem comprando no Congresso os votos para fechá-lo e em grande parte da mídia matérias para silenciá-la.
Chegará o momento em que um novo 31 de março ou uma nova Operação Condor não serão suficientes para impedir o Brasil e a América Latina de serem lançados nos braços do comunismo. Que o diga o Foro de São Paulo congregado pelo PT, pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e pelo que há de pior na América Latina.
Como não ter algum respeito ou simpatia por quem escreve tais coisas na imprensa? Em condições normais de temperatura e pressão, eu mesmo seria um crítico de Jair Bolsonaro, cujo radicalismo não aprovo. Mas na situação atual brasileira, com os vermelhos tomando conta de tudo e levando o Brasil cada vez mais para perto do modelo venezuelano, prefiro aplaudir aquele que, sozinho, tem tido a coragem de mostrar certas verdades inconvenientes sobre esses golpistas travestidos de democratas.
Vejam esse vídeo:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

É CQC, estamos de olho! Diz aí, tão levando quanto?


 
Mostrar a Dilma com o Maduro eles não mostram. O CQC já era depois que a Band se vendeu p/ corja do PT. Inclusive, contratou o Luladrão para dar palestra por lá. Lamentável, uma emissora a menos na luta por um Brasil melhor.

terça-feira, 25 de março de 2014

Éramos uma ilusão em 64

A ideologia “revolucionária” era um ensopadinho feito de JK, Marx, Getúlio, Iseb e sonho 

Arnaldo Jabor para O Globo

O golpe de 64 aconteceu porque nós não existíamos. Éramos uma ilusão. A esquerda era uma ilusão no Brasil (já imagino as “cerdas bravas do javali” se eriçando em alguns cangotes). Pois não existíamos em 64. Mas, existia o quê? Existia uma revolução verbal. A ideologia “revolucionária” era um ensopadinho feito de JK, Marx, Getúlio, Iseb e sonho. Existia uma ideologia que nos dava a sensação de que o “povo do Brasil marchava conosco”, um wishful thinking de que éramos o “ sal da terra”.

Havia a crendice de que nossos inimigos estavam todos “fora” de nós e fora das estruturas políticas arcaicas (até hoje é difícil arrancar isso de dentro das cucas fóbicas ). Existia um “bacalhau português” em nosso discurso, um forte ranço ibérico em nossa postiça ideologia “franco-alemã”: o amor ao abstrato, ao uno totalizante. A população nem sabia que existíamos. Não havia nenhuma base material, econômica ou armada, “condições objetivas” para qualquer revolução. Por trás de nossas utopias, o Brasil escravista e patrimonialista dormia a sono solto. Nós éramos uma esquerda imaginária, delegando ao Estado a tarefa de fazer uma revolução contra o Estado. Como sempre em nossa história, até nas revoluções precisamos do governo.

Havia apenas um sindicalismo de pelegos e dependentes do presidente, que deu a grande festa de 13 de março (o comício da Central, com tochas da Petrobras). Eu estava lá, olhando para Thereza Goulart, linda de vestido azul e coque anos 1960, e vendo depois, com calafrio na espinha, as velas acesas em protesto em todas as janelas da chamada classe média “reacionária” do Flamengo até Ipanema. Essa era a verdadeira “sociedade civil” que acordava. Hoje, acho que o único que sacava a zorra toda era o próprio Jango, o mais brasileiro, mais sábio e que preferiu o exílio, já que não pôde segurar o trem, entre os gritos de Darcy Ribeiro falando do “Brasil, nossa Roma tropical!”. Havia uma espécie de “substituição de importações dentro da alma”: a crença de que éramos “especiais” e de que podíamos prescindir do mundo real, fazendo uma revolução pela vontade mágica. Mas, existia o quê, de concreto?

Existiam os outros. Os “outros” surgiram do nada. Surgiram categorias esquecidas pelos “ideólogos”. O óbvio de nossa cultura pipocou do “nada” em 64. Fantasmas seculares refloriram. Surgiu uma classe média reacionária e burra, que sempre esteve ali. Surgiu um exército ignorante e submisso às exigências externas e repressivas da Guerra Fria na América Latina.

A sensação que eu tive foi de acordar de um sonho para um pesadelo. Um pesadelo feito de milicos grossos, burrice popular e pragmatismo de gringos do “mercado”. (Foi inesquecível o surgimento de Castelo Branco, feio como um ET de boné verde na capa do “O Cruzeiro”). Um pesadelo feito de realidade.

E agora, outra “heresia” (mais cerdas eriçadas): eu acho que 64 foi “bom” para nos acordar. Foi uma porrada necessária. 64 abriu cabeças. Aprendemos muito. Ficamos conhecendo a ignorância do povo (que idealizávamos); descobrimos que a resistência reacionária de minhas tias era igual à dos usineiros e banqueiros. Descobrimos a burocracia endêmica, a “burguesia” nacional adesista a qualquer grana externa (que achávamos “progressista”). Descobrimos o óbvio do mundo.

Foi o início de uma possível maturidade. Despertamos para a bruta mão do money market, que precisava nos emprestar dinheiro, para que o Estado pós-getulista-verde-oliva avalizasse a instalação das multinacionais aqui. Ou vocês acham que iam nos emprestar US$ 150 bilhões para o Jango fazer a reforma agrária com o Darcy? Aprisionaram-nos para contrairmos a dívida como, 20 anos depois, nos libertaram para pagá-la. 64 ensinou que o buraco é muito mais embaixo. Em 64, vimos que a esquerda tinha “princípios” e “fins”, mas não tinha “meios”.

Em 64, descobrimos que o mundo anda sozinho e independe de conspirações individuais. Claro que a CIA armou coisas com direitistas daqui, mas foram apenas os parteiros de um “desejo material da produção” no momento capitalista do mundo. Nossos paranoicos acham que o “neoliberalismo” é uma trama da IBM e da Microsoft em Washington.

1964 foi um show de materialismo histórico, ali, na bucha. Mas ibérico não gosta de ver estas coisas. E logo tapamos os olhos e nos consideramos as “vítimas” da ditadura, lutando só pela “liberdade” formal. E não enxergávamos que faltava liberdade “real” em nossas instituições políticas de 400 anos. Com 64, poderíamos ter descoberto que um país sem sociedade organizada morre na praia. E deveríamos ter descoberto que não adianta nada analisar os “erros” de nossa esquerda “revolucionária”. O conceito de “esquerda” no Brasil tem de ser repensado ab ovo, pois é impossível trancar a complexidade de nossa formação nacional numa falange unificada. 1964 devia nos lembrar que uma esquerda aqui tem de ser dialogal, atenta aos vícios culturais do país, complexa e libertada da “ganga impura” do patrimonialismo tradicional do Sarney ou do novo patrimonialismo de Estado que o PT inventou.

Como os EUA lutaram contra o racismo, Vietnã, direitos civis, temos de lutar dentro da democracia. Nossa formação nos condena à democracia. O tempo não para, e as forças produtivas do mundo continuarão agindo sobre nossa resistência colonial que o PT preserva.

Quando entenderemos que a verdadeira revolução brasileira tem de ser endógena, democrática, porque as instituições seculares são a causa de nosso atraso e fracasso? As velhas palavras de ordem continuam comandando o governo atual. O medo à “globalização neoliberal” (ah... palavras mágicas da hora...) desloca o alvo do problema: o verdadeiro inimigo de uma nova esquerda deve ser a velha estrutura oligárquica e e burocrática do país, alojada no bunker do Estado. E aí vai o terceiro eriçamento das “cerdas bravas do javali”: o Estado não é a solução; o Estado é o problema. Só um banho de “liberalismo” pode ajudar a sanear esta “bosta mental sul-americana”, como disse Oswald de Andrade.

sexta-feira, 7 de março de 2014

S.O.S Venezuela

Afasta de mim esse cale-se

































Nessas horas, nenhum artista da esquerda caviar (nem mesmo o que compôs o título desse post), nenhum membro da tal "comissão da verdade", nenhum defensor dos direitos humanos, nenhum membro do Itamaraty, nenhum presidente do bloco bolivariano Unasul levanta a voz contra a ditadura nefasta na Venezuela que já apresenta cerca de vinte mortos, 300 feridos e mais de mil detidos. #sosvenezuela #prayforvenezuela

Empréstimos internacionais sem a aprovação do Congresso são inconstitucionais


Ou seja, motivo de impeachment.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Mais um dia triste para o Brasil


Guardem esses nomes: Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. 
  
São os Ministros do STF que na tarde de ontem, votaram a favor dos recursos de oito mensaleiros, ente eles José Dirceu, livrando-os da acusação de formação de quadrilha. 
  
Vale lembrar que dois desses ministros, foram indicados por Dilma DEPOIS da condenação do mensalão. Mais um dia triste para o Brasil, onde a corrupção e a impunidade se prevalecem à Justiça!

Impunidade 10 x 0 Ética



Um dia luto para o Brasil: Morreu hoje a Justiça e tudo o que é Direito neste país. Que vergonha de ser brasileiro! 

Sabe o que mais dói em viver neste país? É ver que o povo brasileiro não se importa com isso. Semana que vem é o maldito carnaval. Ao invés do povo se manifestar contra a absolvição destes criminosos, a maioria estará festejando, não tendo a mínima noção do que aconteceu hoje neste país. É realmente triste ver que um povo seja tão desinformado, comprado por tão pouco, enganado tantas vezes, da mesma forma, pelos mesmos bandidos. 

Que alguém neste mundo - ou no outro - se lembre do Brasil e que um dia, possamos nos ver livres desta quadrilha que se instalou no governo de nosso país. Esta quadrilha chamada PT.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Insegurança aqui, nosso dinheiro lá


Discurso de Lula comprova que críticos da Copa tinham razão

O top-top será reprisado por Garcia com as mãos sujas de sangue



Por Reynaldo Rocha

Top-Top, Marco Aurélio. A Venezuela cantada em prosa (mal escrita) e verso (sem rima) está mostrando ao mundo o que TODOS sabíamos, mas que era sempre embrulhado em papel de presente para os esquerdopatas descerebrados desta triste América Latina.

Dilma deve estar preocupada. À época de FHC, éramos uma nação respeitada em todo o mundo. Hoje apoiamos caudilhos risíveis, como num filme de Cantinflas.

O regime bolivariano descobriu o raio que provoca câncer em adversários. Pediu aos venezuelanos que obrassem em menor quantidade porque falta papel higiênico. Agora mata estudantes nas ruas, mobilizando milícias pagas com bolsas e funcionários públicos de camisetas vermelhas. E ainda assim o governo brasileiro ajuda a manter Maduro no poder.

Marco Aurélio Top Top Garcia deve estar exultante. Vê na Venezuela de hoje o desejado Brasil de amanhã. E Dilma continua sem conseguir localizar a Venezuela num mapa. Os dois neurônios ainda não se ajustaram para tamanha tarefa.

Apontem UM país adepto desse ridículo bolivarianismo que vá bem em seus fundamentos econômicos, sociais e democráticos. UM SÓ!

Argentina? Bolívia? Venezuela? Brasil? Equador? Cuba? Não peço mais que UM exemplo.

É um desastre de dimensões continentais. E insistem no discurso de vencedor, como se fossem heróis.

Estamos todos a bordo de um avião que atravessa a pista de pouso em direção ao desastre inevitável.

Resta Marco Aurélio Garcia continuar a fazer top-top com as mãos sujas de sangue.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Venezuela: Juventude Libertária











Por Gabriel Salas*

A recente onda de protestos desencadeada na Venezuela na última semana é a expressão de uma juventude que decidiu tomar o controle de um presente prejudicado por heranças malditas e injustiças, afim de construir um futuro de paz e oportunidades para todos.

Nessa juventude convivem várias gerações que possuem como denominador comum o feito de terem vivido a maior parte de suas vidas sob a tirania e a opressão do chamado “socialismo do século XXI“.

Os jovens venezuelanos saem às ruas porque temem que suas vidas e todos os seus sonhos sejam esmagados pelos slogans que suprimem a individualidade e a prosperidade. Estes jovens estão fartos de sentirem na própria carne os resultados da injustiça e da impunidade, que não perdoam nem distinguem credos, opiniões e cores, mas que minam permanentemente a confiança e a vida de centenas de milhares de pessoas em nossa sociedade.

Suas ferramentas de mudança são as ideias, a coragem e a dura vontade de superar a tirania através da luta não violenta. Em seu espírito levam a força da razão e em suas mãos a tocha da liberdade; uma tocha que carregam bem alto para iluminar a saída de uma das noites mais escuras de nossa história.



Com apenas quatro dias de protestos nossas baixas já são numerosas e muito doloridas. Só no primeiro dia foram assassinados dois grandes lutadores da liberdade. Ambos caíram pelas mãos daqueles que estão dispostos a escravizar e ajoelhar toda uma nação a qualquer custo.

Mas essas perdas, longe de se traduzirem num fim do movimento, se converteram em combustível para centenas de milhares de jovens por todo país que apenas intensificam sua ânsia por mudança. O futuro ainda não está certo, e por enquanto não se vislumbra o resultado final desta batalha. Contudo, aqueles que possuem a liberdade como propósito superior de vida jamais cederão ante o mal, e batalharão até alcançarem esse país almejado, onde todos estaremos unidos e iguais perante a lei; esse país de oportunidade e segurança com que todos sonhamos.

Escrito em homenagem a Robert Redman, Bazil Dacosta e todos aqueles que saem às ruas todos os dias para construir um futuro melhor.

“Tu ne cede malis, sed contra audentior ito.” Eneida de Virgílio, Livro VI



(*) O venezuelano Gabriel Salas é diretor executivo do Estudiantes por la Libertad Venezuela, membro do conselho executivo do Estudiantes por la Libertad América Latina e nosso colaborador em seu país natal.

PT paga 10 Bi para canais de televisão não divulgarem genocídio na Venezuela























Aqui no Brasil nenhuma emissora está dando cobertura a guerra civil e ao massacre promovidos pelo amigo da Dilma (PT). O ditador Nicolás Maduro, agora entenda o porque desse silêncio sepulcral da nossa querida imprensa.

Governo do PT gastou mais de 10 Bilhões de Reais com canais de televisão em 12 anos. A Globo lidera o ranking, acompanhada da Record e SBT, logo em seguida, Veja:


Tinha que ter o dedo de Lula no caos venezuelano!

Por Rodrigo Constantino

Sabem o caos social em que a Venezuela foi jogada pelo socialismo bolivariano? Sabem essa guerra civil que está ocorrendo e que nossa imprensa se recusa a mostrar detalhes? Pois é: claro que tinha de ter o dedo (podre) de Lula nisso tudo! Onde está podridão, lá estará Lula, defendendo o indefensável. Vejam a mensagem de apoio de Lula a Maduro, depois comparem com a REALIDADE:



Agora vejam o governo abrindo fogo, com um TANQUE, sobre os estudantes que manifestavam por um país melhor:


Dilma ameaça superar o padrinho no ranking dos fabricantes de promessas não cumpridas

Lula desfruta do jatinho emprestado pelo amigo Walfrido dos Mares Guia, operador do valerioduto mineiro

Por  REYNALDO ROCHA

Lula esteve em BH. Agora para lançar a candidatura de Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais.
Lula não veio em avião de carreira. É demais para ele enfrentar os 60 minutos de voo. Preferiu um Citation de um empresário amigo: Walfrido dos Mares Guia. Ex-ministro e operador do valerioduto que o PT usa como prova de “somos todos iguais”. Ex-ministro de Lula, ainda é o amigo que disponibiliza jatinhos para o ex-chefe. Ou atual?
É esta a acusação que se faz ao PSDB? É isto que os lulopetistas histéricos vociferam nas redes socais?
A partir de agora, qualquer acusação a Eduardo Azeredo et catervadeve ser dirigida a Lula. Afinal, o ex-ministro e sempre amigo não foi inocentado. Foi salvo pela prescrição da pena, antecipada por ter completado 70 anos de idade.
Lula não só confiou nele para ser ministro como pede que lhe empreste jatos. O PT ainda tem alguma moral para acusar alguém do PSDB por “malfeitos”? Lula é a prova maior de todos os acusados que buscam livrar-se do castigo que merecem.
Alguém imagina, por exemplo, Aécio Neves pegando carona no jatinho de José Dirceu?
Fernando Pimentel fez discursos tão vazios como interior de balão de gás. Mas nada disse sobre o que interessa: os contratos de consultoria que prestou (?) a fábricas de refrigerantes que foram à falência e associações de classe, sem apresentar um só contrato.
O lançamento da candidatura de Pimentel foi uma festa de adolescentes sem moral, decência ou maturidade, abrilhantada por um ex-presidente que usa jatinhos de investigados.
Mais uma festa animada pelos que sonham com o retorno a cargos públicos. Sei os nomes de todos. E prometo listá-los se for necessário.
É esperar para ver.
Não vamos entregar Minas Gerais impunemente às mãos de calhordas. Alguns estão envolvidos em processos no TCU. Outros enriqueceram em poucos anos.
Quem viver, verá.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Quem financia os black blocs?

Por Rodrigo Constantino

Paulo Eduardo Martins sempre direto no xis da questão: quem financia os black blocs, o Foro de São Paulo, essa “comunistada” toda que espalha o caos pelo continente? Eis a pergunta que não quer calar…


PS: Ficarei feliz no dia em que um apresentador do Jornal Nacional adotar esta postura firme diante de 70 milhões de espectadores.

Cuidado com o que deseja


Gostando ou não dele, suas ideias fazem todo sentido



Exceto pela defesa da vontade absoluta da maioria, que pode suscitar uma ditadura da maioria, temos que admitir, as ideias conservadoras do Bolsonaro são milhões de vezes melhores que as do Jean Wyllys.  

Como diria Ayn Rand:

"A menor minoria na Terra é o indivíduo. 
Aqueles que negam os direitos individuais 
não podem se dizer defensores das minorias."

Ou seja, o indivíduo em primeiro lugar, e não a minoria.

A MINORIA TEM QUE SE CURVAR AO INDIVÍDUO BOLSONARO!

Dito isso, Jair Bolsonaro representa sim milhares e milhares de brasileiros de bem.   

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A verdade choca, mas precisa ser dita


Entenda:


   
Óbvio que ninguém com o mínimo de inteligência e caráter defende a violência, o olho por olho, dente por dente. Acreditamos no Estado Democrático de Direito onde vigora o império das leis. Entretanto, hora nenhuma a Rachel defendeu o contrário disso ou a justiça com as próprias mãos, apenas afirmou ser compreensível (e até previsível) a atitude dos vingadores diante de uma segurança pública em caos. A opinião dela faz todo sentido. Um estado (governo) que não protege o cidadão de outro abre espaço para a legítima defesa. No mais, concordamos com ela, se a polícia não nos defende, nós mesmos vamos nos defender. Protegeremos a nós e as nossas famílias. É uma questão natural, de instinto de sobrevivência. Continue Rachel Sheherazade, a verdade choca, mas precisa ser dita.

Nada mais funciona no Brasil da Dilma


Abram os jornais e procurem uma boa notícia sobre o governo do PT. Não há nenhuma. 13 milhões de analfabetos. O pior saldo da balança comercial. Ações da Petrobras caem mais de 30% em dois meses. Os juros sobem. O governo quer aumentar os atendimentos da Bolsa Família porque a miséria aumentou. A inflação está contida artificialmente pela manipulação dos preços públicos. A indústria caiu 3%. As novas projeções do PIB para 2014 já estão abaixo de 2%, aproximando-se de 1,5%. Mas não é só na economia. 

O PT também mostra a sua cara na política. E não é só pela prisão dos maiores nomes do partido. O vice-presidente da Câmara ofende o presidente do STF na abertura do ano legislativo. Deputados condenados à prisão por corrupção resistem a renunciar aos seus mandatos, além de fazerem protesto em frente ao Supremo. Agora, pasmem, mal punido pelo Mensalão, o partido é investigado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro em doações para que os criminosos condenados paguem as suas multas. Mas não para por aí. 

Derrubam a ministra de Comunicações porque defendia compra de mídia técnica, para que agora R$ 1,9 bi possam ser distribuídos para blogs sujos e veículos de comunicação chapa branca. Investigados por improbidade administrativa viram ministros. E ministros que saem fazem convênios com ONGs de familiares. Isso para não falar do balcão de negócios que Dilma Rousseff montou para trocar ministérios por segundos no horário eleitoral. Cada segundo vale um 100 milhões! 

Ontem, mais um passo rumo ao abismo. Um apagão atingiu milhões de cidadãos, centenas de cidades de sul a norte do país. Até agora o governo não sabe dizer o que aconteceu. Quem diz, com todas as letras, é um ex-colega de Dilma Rousseff, o doutor pelo MIT, Hugo Sauer, maior especialista em energia no Brasil, em artigo na Folha de São Paulo: 

Explosão tarifária, deterioração da qualidade e riscos de desabastecimento de energia decorrem de escolhas equivocadas para promover a expansão da oferta, sem respeitar a sequência de mérito; de insuficiente capacidade instalada de usinas hídricas e eólicas, requerendo a operação térmica muito acima do justificável; de modelo e critérios de operação deficientes; de alocação de garantia física de venda superior à capacidade confiável de geração para muitas usinas; da representação errônea de parâmetros das usinas, reservatórios e da hidrologia no modelo de operação; de custos de transação e de riscos que poderiam ser evitados, especialmente nos contratos de suprimento de combustível; de privilégios para os grandes consumidores, ditos livres, com alocação assimétrica de riscos e custos entre os ambientes de contratação. 

Nada mais funciona no Brasil da Dilma. Trocamo-la ou o último apaga a luz.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O embaraçoso ‘bate papo Teletubbies’ entre a presidente Dilma, Ronaldo, Kaka e Neymar no Twitter

Por Duquian para Sedentário & Hiperativo

Uma das muitas possibilidades – e uma das mais importantes – da presença de marcas ou pessoas públicas (entre artistas e políticos) nas redes sociais é aproximação com seu consumidor, eleitor ou público. Um canal de diálogo onde existe a possibilidade de debate, de transparência, de interesse na opinião do próximo. Algo fácil? Não, sem dúvida que não. Nem todos conseguem manter essa presença de forma tão eficiente, existem vários obstáculos para serem vencidos. Mas confesso não entender andar na contramão de tudo isso.

 Dia 23 de janeiro a presidente Dilma “bateu um papo” com alguns craques pelo Twitter – novamente, isso já havia acontecido 06 de dezembro de 2013. Até aí, tudo bem. Mas o papo, definido por algumas pessoas como “algo escrito por um roteirista dos Teletubbies” ou “mais cretino que diálogo de filme pornô”, seguiu um claro roteiro, sendo nada espontâneo e aparentando ter como objetivo limpar a barra do governo federal no que diz respeito ao crescente sentimento de revolta relacionado as confusões que envolvem a Copa do Mundo – que pode ser acompanhado pelo crescimento do volume da hashtag #naovaiterCopa. Acompanhem o vergonhoso diálogo abaixo.


Em tese, estando na Suíça, a presidente teria soltado o tweets as 20h em ponto de lá. O fato de ser em ponto já incomoda, aparenta ter sido programado, mas poderia ser coincidência. Uma passa. Mas e a coincidência que levou Ronaldo (Brasil), Neymar (Espanha) e Kaka (Itália) estarem online todos nessa mesma hora, cada um em seus fusos horários distintos, prontos para responder de forma tão “espontânea”, é demais. É demais pra qualquer um com mais de dois neurônios. Nenhum dos craques é exatamente ativo no Twitter como podem perceber na imagem abaixo.


Impressiona o fato de que quem quer que esteja por trás dessa ação achar que o brasileiro usuário do Twitter é ignorante ao ponto de acreditar nessa bobagem. O texto é embaraçoso. A interação é capenga. O conceito por trás disso tudo é vergonhoso. Mas há outro ponto. As marcas estão sendo obrigadas a identificar os tweets de propaganda. Veja bem, não há afirmação ou acusação sobre o fato de que os craques tenham recebido pra publicar esses tweets, mas mesmo que não tenham, se a intenção era fazer propaganda, está certo essa intenção não ser clara ou identificada? O governo federal está acima disso? Caso tenham sido pagos, quem pagou por esses tweets? E quanto foi pago?

Para que tenham ideia um tweet destes, de acordo com informações de mercado, pode chegar a R$ 50.000,00.

É, é isso mesmo. R$ 357,14 por caracter, ou seja, R$ 357,14 por tecla apertada. Nessa “ação” poderiam ter sido gastos R$ 300.000,00 – a preço de tabela, supondo que não tenha havido o ágio tão comum para cobranças ao governo.

Se houve uma conta ela foi paga por nós, trouxas, com o dinheiro de nossos impostos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O inimigo é a mentalidade estatólatra, não o servidor público


Escrevi alguns artigos criticando funções de estado, tais como fiscais da alfândegacartórios ou concursos para empregos em estatais. Em todos os casos, vários representantes da categoria vieram aqui me atacar. Um me acusou de “anarquista”, ignorando que anarquismo é fim do estado. Outros alegaram que há gente séria nesses cargos, algo que jamais neguei.
O que me leva a escrever esse texto. Deveria ser óbvio, mas noto que o óbvio muitas vezes é ignorado. O que percebo é que, em diversos casos, a carapuça serviu. Ou seja, enquanto eu criticava os abusos, os excessos, os privilégios, justamente aqueles que desejam preservar tais abusos, excessos e privilégios reagiam com virulência.
Alguns mais honestos até admitiram que buscam cargos públicos para trabalhar pouco, gozar de estabilidade e boa aposentadoria. Outros, em compensação, concordaram com a essência de minhas críticas, mostrando que há, como já sabíamos, gente séria no setor público.
Infelizmente, para cada Lineu, da Grande Família, teremos vários como o Mendonça, que, aliás, é o chefe da repartição. Devemos elogiar os Lineus, aqueles que carregam nas costas os demais, que trabalham duro e sério, apesar de haver pouca meritocracia nos resultados finais.
O grande alvo do ataque, na ótica de um liberal, não é o servidor público em si, mas o modelo que concentra poder demais no estado. Como os mecanismos de incentivo não são adequados, não há a mesma meritocracia, o risco de bancarrota pela ineficiência, a cobrança de sócios atentos ao risco de seu próprio negócio e suas economias, o setor público raramente será muito competente no que faz.
Por isso mesmo deve fazer pouco! Mas isso não é o mesmo que não fazer nada. Liberais encaram o estado como uma espécie de “mal necessário”, ou seja, existem funções básicas em uma sociedade que não podem ficar sob a responsabilidade do mercado. Estas devem ser bem feitas, com transparência, cobrança e o máximo de meritocracia que for possível nos limites do estado.
Essa minha palestra, feita no Fórum Liberdade e Democracia em Belo Horizonte, resume melhor o que vejo como as funções principais do estado:


Como fica claro, liberais não condenam o estado em si, tampouco atacam todos os funcionários públicos. É possível ser liberal e trabalhar para o estado, claro. O nosso alvo é a mentalidade estatólatra, que resulta nessa hipertrofia do escopo estatal, nessa concentração de poder e recursos nefasta para a liberdade individual e o progresso, nessa quantidade enorme de privilégios e regalias em diversos casos no setor público.
Portanto, como eu disse, a decisão individual de participar de um concurso público é racional; mas quando tanta gente enxerga o governo como o único ou o melhor patrão, é porque a sociedade está doente, asfixiando a iniciativa privada, que efetivamente produz riqueza e empregos sustentáveis.
Os liberais esperam contar, se possível, com a ajuda dos próprios servidores públicos mais conscientes para tentar reverter esse quadro. Afinal, a luta é de todos aqueles brasileiros que querem um país mais livre e próspero.
Rodrigo Constantino

Isso é muito grave


Nota deste blog: Enquanto a infraestrutura no Brasil agoniza, portos e aeroportos sucateados, estradas assassinas, segurança pública fragilizada, presídios feudais, falta de saneamento básico, hospitais públicos lotados, caindo aos pedaços, dentre tantas outras mazelas, os recursos do povo brasileiro escoam para as mãos de governos totalitários, alinhados ideologicamente com a quadrilha do PT. Até quando o povo vai votar em quem te rouba?      

Quem diria...


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A resposta do povo


Neste vídeo o povo brasileiro tem a oportunidade de mostrar a diferença entre a realidade nas ruas e as ilusões apresentadas pela Presidente Dilma em seu pronunciamento.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O ‘perigo vermelho’





















Arnaldo Jabor para O Globo

Retiraram o corpo de João Goulart da sepultura para examiná-lo. Coisa deprimente, os legistas examinando ossos de 40 anos atrás para saber se foi envenenado. Mas, havia também algo de um ritual de ressurreição encenada. Jango voltava para a turma que está no poder e que se considera vítima de 1964 até hoje. Só pensam no passado que os “legitima” com nostalgia masoquista de torturas, heranças malditas, ossadas do Araguaia, em vez de fazerem reformas no Estado paralítico e patrimonialista.

Querem continuar a “luta perdida” daqueles tempos ilusórios. Eu estava lá e vi o absurdo que foi aquela tentativa de “revolução” sem a mais escassa condição objetiva. Acuaram o trêmulo Jango, pois até para subversão precisavam do Governo. Agora, nossos governantes continuam com as mesmas ideias de 50 anos atrás. Ou mais longe. Desde a vitória bolchevique de 1921, os termos, as ilusões são as mesmas. Aplica-se a eles a frase de Talleyrand sobre a volta dos Bourbons ao poder: “Não aprenderam nada e não esqueceram nada”.

É espantosa a repetição dos erros já cometidos, sob a falácia do grande “teólogo” da História, Hegel, de que as derrotas não passam de “contradições negativas” que levam a novas teses. Esse pensamento justificou e justifica fracassos e massacres por um ideal racional. No PT e em aliados como o PC do B há um clima de janguismo ou mesmo de “brizolismo”, preferência clara da Dilma.
Brizola sempre foi uma das mais virulentas e tacanhas vozes contrárias ao processo de desestatização.

Mas, além dessas mímicas brasileiras do bolchevismo, os erros que querem repetir os comunistas já praticavam na época do leninismo e stalinismo: a mesma postura, o mesmo jargão de palavras, de atitudes, de crimes justificados por mentiras ideológicas e estratégias burras. Parafraseando Marx, um espectro ronda o Brasil: a mediocridade ideológica.

É um perigo grave que pode criar situações irreversíveis a médio prazo, levando o país a uma recessão barra pesada em 2014/15. É necessário alertar a população pensante para esse “perigo vermelho” anacrônico e fácil para cooptar jovens sem cultura política. Pode jogar o Brasil numa inextrincável catástrofe econômica sem volta.

Um belo exemplo disso foi a recusa do Partido Comunista Alemão a apoiar os socialdemocratas nas eleições contra os nazistas, pois desde1924 Stalin já dizia que os “socialdemocratas eram irmãos gêmeos do fascismo”. Para eles, o “PSDB” da Alemanha era mais perigoso que o nazismo. Hitler ganhou e o resto sabemos.

Nesta semana li o livro clássico de William Waack “Camaradas”, sobre o que veio antes e depois da intentona comunista de 1935 (livro atualíssimo que devia ser reeditado), e nele fica claro que há a persistência ideológica, linguística, dogmática e paranoica no pensamento bolchevista aqui no Brasil. A visão de mundo que se entrevê na terminologia deles continua igual no linguajar e nas ações sabotadoras dos aloprados ao mensalão — o fanatismo de uma certeza. Para chegar a esse fim ideal, tudo é permitido, como disse Trotsky: “a única virtude moral que temos de ter é a luta pelo comunismo”. Em 4 de junho de 1918, declarou publicamente: “Devemos dar um fim, de uma vez por todas, à fábula acerca do caráter sagrado da vida humana”. Deu no massacre de Kronstadt, em 21.
No Brasil, a palavra “esquerda” continua o ópio dos intelectuais. Pressupõe uma “substância” que ninguém mais sabe qual é, mas que “fortalece”, enobrece qualquer discurso. O termo é esquivo, encobre erros pavorosos e até justifica massacres. Temos de usar “progressistas e conservadores”.

Temos de parar de pensar do Geral para o Particular, de Universais para Singularidades. As grandes soluções impossíveis amarram as possíveis. Temos de encerrar reflexões dedutivas e apostar no indutivo. O discurso épico tem de ser substituído por um discurso realista, possível e até pessimista. O pensamento da velha “esquerda” tem de dar lugar a uma reflexão mais testada, mais sociológica, mais cotidiana. Weber em vez de Marx, Sérgio Buarque de Holanda em vez de Caio Prado, Tocqueville em vez de Gramsci.

Não tem cabimento ler Marx durante 40 anos e aplicá-lo como um emplastro salvador sobre nossa realidade patrimonialista e oligárquica.

De cara, temos de assumir o fracasso do socialismo real. Quem tem peito? Como abrir mão deste dogma de fé religiosa? A palavra “socialismo” nos amarra a um “fim” obrigatório, como se tivéssemos que pegar um ônibus até o final da linha, ignorando atalhos e caminhos novos.
A verdade tem de ser enfrentada: infelizmente ou não, inexiste no mundo atual alternativa ao capitalismo. Isso é o óbvio. Digo e repito: uma “nova esquerda” tem de acabar com a fé e a esperança — trabalhar no mundo do não sentido, procurar caminhos, sem saber para onde vai.
No Brasil, temos de esquecer categorias ideológicas clássicas e alistar Freud na análise das militâncias. Levar em conta a falibilidade do humano, a mediocridade que se escondia debaixo dos bigodudos “defensores do povo” que tomaram os 100 mil cargos no Estado.

Além de “aventureirismo”, “vacilações pequeno burguesas”, “obreirismo”, “sectarismo”, “democracia burguesa,” “fins justificando meios”, “luta de classes imutável” e outros caracteres leninistas temos de utilizar conceitos como narcisismo, voluntarismo, onipotência, paranoia, burrice, nas análises mentais dos “militantes imaginários”.

Baudrillard profetizou há 20 anos: “O comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de des-funcionamento e da desestruturação brutal”, (vide o novo eixo do mal da A. Latina).

Sem programa e incompetentes, os neobolcheviques só sabem avacalhar as instituições democráticas, com alguns picaretas-sábios deitando “teoria” (Zizek e outros). Somos vítimas de um desequilíbrio psíquico. Muito mais que “de esquerda” ou “ex-heróis guerrilheiros” há muito psicopata e paranoico simplório. Esta crise não é só politica — é psiquiátrica.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O LIVRO-BOMBA – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops

Romeu Tuma Junior conta como funciona o estado policial petista
O “estado policial petista” não é uma invenção de paranoicos, de antipetistas militantes, de reacionários que babam na gravata dos privilégios e que atuam contra os interesses do povo. Não! O “estado policial petista” reúne as características de todas as máquinas de perseguição e difamação do gênero: o grupo que está no poder se apropria dos aparelhos institucionais de investigação de crimes e de repressão ao malfeito — que, nas democracias, estão submetidos aos limites da lei — e os coloca a seu próprio serviço. A estrutura estatal passa a servir, então, à perseguição dos adversários. Querem um exemplo? Vejam o que se passa com a apuração da eventual formação de cartel na compra de trens para a CPTM e o metrô em São Paulo. A questão não só pode como deve ser investigada, mas não do modo como estão agindo o Cade e a PF, sob o comando de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. As sentenças condenatórias estão sendo expedidas por intermédio de vazamentos para a imprensa. Pior: as mesmas empresas investigadas em São Paulo se ocuparam das mesmas práticas na relação com o governo federal. Nesse caso, não há investigação nenhuma. Escrevi a respeito nesta sexta.
Quando se anuncia que o PT criou um estado policial, convenham, não se está a dizer nenhuma novidade. Nunca, no entanto, alguém que conhece por dentro a máquina do governo havia tido a coragem de vir a público para relatar em detalhes como funciona o esquema. Romeu Tuma Junior, filho de Romeu Tuma e secretário nacional de Justiça do governo Lula entre 2007 e 2010, rompe o silêncio e conta tudo no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, publicado pela Editora Topbooks (557 págs., R$ 69.90). O trabalho resulta de um depoimento prestado ao longo de dois anos ao jornalista Cláudio Tognolli. O que vai ali é de assustar. Segundo Tuma Junior, a máquina petista:
1: produz e manda investigar dossiês apócrifos contra adversários políticos;
2: procura proteger os aliados.
O livro tem um teor explosivo sobre o presente e o passado recente do Brasil, mas também sobre uma história um pouco mais antiga. O delegado assegura que o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva — que nunca negou ter uma relação de amizade com Romeu Tuma — foi informante da ditadura. A VEJA desta semana traz uma reportagem sobre o livro e uma entrevista com o ex-secretário nacional da Justiça. Ele estava lá. Ele viu. Ele tem documentos e diz que está disposto a falar a respeito no Congresso. O delegado é explícito: Tarso Genro, então ministro da Justiça, o pressionou a divulgar dados de dossiês apócrifos contra tucanos. Mais: diz que a pressão vinha de todo lado, também da Casa Civil. A titular da pasta era a agora presidente da República, Dilma Rousseff.
Segue um trecho da reportagem de Robson Bonin na VEJA desta semana. Volto depois.
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Durante três anos, o delegado de polícia Romeu Tuma Junior conviveu diariamente com as pressões de comandar essa estrutura, cuja mais delicada tarefa era coordenar as equipes para rastrear e recuperar no exterior dinheiro desviado por políticos e empresários corruptos. Pela natureza de suas atividades, Tuma ouviu confidências e teve contato com alguns dos segredos mais bem guardados do país, mas também experimentou um outro lado do poder — um lado sem escrúpulos, sem lei, no qual o governo é usado para proteger os amigos e triturar aqueles que sio considerados inimigos.
(…)
Segundo o ex-secretário, a máquina de moer reputações seguia um padrão. O Ministério da Justiça recebia um documento apócrifo, um dossiê ou um informe qualquer sobre a existência de conta secreta no exterior em nome do inimigo a ser destruído. A ordem era abrir imediatamente uma investigação oficial. Depois, alguém dava urna dica sobre o caso a um jornalista. A divulgação se encarregava de cumprir o resto da missão. Instado a se explicar, o ministério confirmava que, de fato, a investigação existia, mas dizia que ela era sigilosa e ele não poderia fornecer os detalhes. O investigado”, é claro, negava tudo. Em situações assim, culpados e inocentes sempre agem da mesma forma. 0 estrago, porém, já estará feito.
No livro, o autor apresenta documentos inéditos de alguns casos emblemáticos desse modus operandi que ele reuniu para comprovar a existência de uma “fábrica de dossiês” no coração do Ministério da Justiça. Uma das primeiras vítimas dessa engrenagem foi o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Senador época dos fatos, Perillo entrou na mira do petismo quando revelou a imprensa que tinha avisado Lula da existência do mensalão. 0 autor conta que em 2010 o então ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, entregou em suas mãos um dossiê apócrifo sobre contas no exterior do tucano. As ordens eram expressas: Tuma deveria abrir urna investigação formal. 0 trabalho contra Perillo, revela o autor, havia sido encomendado por Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do presidente Lula. Contrariado, Tuma Junior refutou a “missão” e ainda denunciou o caso ao Senado. Esse ato, diz o livro, foi o primeiro passo do autor para o cadafalso no governo, mas não impediu novas investidas.
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Celso Daniel, trens, mensalão…
Vejam o que vai acima em destaque. Qualquer semelhança com os casos Alstom e Siemens, em São Paulo, não é mera coincidência. O livro traz revelações perturbadoras sobre:
a: o caso do cartel de trens em São Paulo:
b: o dossiê para incriminar Perillo;
c: o dossiê para incriminar Tasso Jereissati (com pressão de Aloizio Mercadante);
d: a armação para manchar a reputação de Ruth Cardozo;
e: o assassinato do petista Celso Daniel, prefeito de Santo André;
f: o grampo no STF (todos os ministros foram grampeados, diz Tuma Junior);
g: a conta do mensalão nas Ilhas Cayman…

E muito mais. Tuma Júnior está com documentos. Tuma Junior quer falar no Congresso. Tuma Junior tem de ser ouvido. Abaixo, seguem trechos de sua entrevista à VEJA.
(…)
Por que Assassinato de Reputações?
Durante todo o tempo em que estive na Secretaria Nacional de Justiça, recebi ordens para produzir e esquentar dossiês contra uma lista inteira de adversários do governo. 0 PT do Lula age assim. Persegue seus inimigos da maneira mais sórdida. Mas sempre me recusei. (…) Havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, virei vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram minha reputação. Mas eu sempre digo: não se vira uma página em branco na vida. Meu bem mais valioso é a minha honra.
De onde vinham as ordens para atacar os adversários do PT?
Do Palácio do Planalto, da Casa Civil, do próprio Ministério da Justiça… No livro, conto tudo isso em detalhes, com nomes, datas e documentos. Recebi dossiês de parlamentares, de ministros e assessores petistas que hoje são figuras importantes no atual governo. Conto isso para revelar o motivo de terem me tirado da função, por meio de ataque cerrado a minha reputação, o que foi feito de forma sórdida. Tudo apenas porque não concordei com o modus operandi petista e mandei apurar o que de irregular e ilegal encontrei.
(…)
O Cade era um dos instrumentos da fábrica de dossiês?
Conto isso no livro em detalhes. Desde 2008, o PT queria que eu vazasse os documentos enviados pela Suíça para atingir os tucanos na eleição municipal. O ministro da Justiça, Tarso Genro, me pressionava pessoalmente para deixar isso vazar para a imprensa. Deputados petistas também queriam ver os dados na mídia. Não dei os nomes no livro porque quero ver se eles vão ter coragem de negar.
O senhor é afirmativo quando fala do caso Celso Daniel. Diz que militantes do partido estão envolvidos no crime.
Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida. Os empresários que pagavam propina ao PT em Santo André e não queriam matar, mas assumiram claramente esse risco. Era para ser um sequestro, mas virou homicídio.
(…)
O senhor também diz no livro que descobriu a conta do mensalão no exterior.
Eu descobri a conta do mensalão nas Ilhas Cayman, mas o governo e a Polícia Federal não quiseram investigar. Quando entrei no DRCI, encontrei engavetado um pedido de cooperação internacional do governo brasileiro às Ilhas Cayman para apurar a existência de uma conta do José Dirceu no Caribe. Nesse pedido, o governo solicitava informações sobre a conta não para investigar o mensalão, mas para provar que o Dirceu tinha sido vítima de calúnia, porque a VEJA tinha publicado uma lista do Daniel Dantas com contas dos petistas no exterior. O que o governo não esperava é que Cayman respondesse confirmando a possibilidade de existência da conta. Quer dizer: a autoridade de Cayman fala que está disposta a cooperar e aí o governo brasileiro recua? É um absurdo.
(…)
O senhor afirma no livro que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. É uma acusação muito grave.
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era informante do meu pai no Dops (veja o quadro ao lado).
O senhor tem provas disso?
Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba.
(…)

Encerro
Encerro por ora. É claro que ainda voltarei ao tema. Tuma Junior estava lá dentro. Tuma Junior viu e ouviu. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) quer que o delegado preste depoimento à Câmara sobre o que sabe.
O estado policial petista tem de parar. E parte da imprensa precisa deixar de ser o seu braço operativo.