sexta-feira, 9 de abril de 2010


Foto: Elespectador
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Divulgação: Fórum da Liberdade
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RODRIGO CONSTANTINO

Civilização e Barbárie

Nos dias 12 e 13 de abril se realizará em Caracas a reunião da Quinta Internacional Socialista, proposta pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. A iniciativa tem como objetivo reagrupar forças da esquerda do mundo todo, na esperança de que o socialismo é possível. A Venezuela representa o novo ícone do “socialismo do século 21”, que nada mais é do que o velho socialismo requentado. As receitas continuam as mesmas – concentração de poder no Estado – e os resultados também: muita miséria e escravidão.

Concomitantemente, nos mesmos dias ocorrerá em Porto Alegre o XXIII Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais. Trata-se de um evento com excelentes debates e palestras, além de pluralidade de idéias, já que esquerdistas também são convidados para expor seus pontos de vista. A pluralidade tão propagada pela esquerda e tão pouco respeitada de fato por ela é um importante pilar liberal, justamente porque os liberais acreditam no diálogo e no poder de seus argumentos, dispensando a tática da violência.

De um lado, as FARC terroristas, que seqüestram e fazem tráfico de drogas em nome da causa; do outro, intelectuais defendendo o direito de propriedade privada. De um lado, os bandoleiros do MST, que depositam na invasão e depredação suas armas de “persuasão”; do outro, empresários demonstrando como geram riqueza e empregos com suas iniciativas ousadas. De um lado, governantes autoritários que lutam para calar a imprensa a cada dia; do outro, jornalistas que colocam a liberdade de expressão como um princípio inegociável. De um lado, o mercantilismo da ALBA; do outro, a defesa do livre comércio. De um lado, parasitas do esforço alheio; do outro, produtores do progresso capitalista, que vem retirando milhões de seres humanos da miséria.

Em suma, de um lado temos a barbárie representada pelos socialistas, que mudaram um pouco a roupa, mas mantiveram a essência; do outro, a civilização, representada pelos liberais defensores de uma economia de mercado e um Estado de direito, com igualdade de todos perante as mesmas leis.

fonte: Rodrigo Constantino

quarta-feira, 7 de abril de 2010




ESTADO DE MINAS

Governistas montam estratégia para barrar Ficha Limpa
Por Alessandra Mello, Ivan Iunes e Josie Jerônimo

A bancada governista na Câmara dos Deputados tem uma manobra traçada para barrar a aprovação do projeto da Ficha Limpa prevista para esta quarta-feira, em plenário. Se o projeto for aprovado, ficarão inelegíveis por oito anos todos os condenados em segunda instância por crime graves. A proposta dificilmente sairá da Câmara sem ser retalhada. Contrários a várias regras previstas no texto, partidos como PT, PMDB e PR pretendem protelar a tramitação do projeto e alterar o texto substancialmente, tornando-o inócuo. A movimentação derrubaria a estratégia do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), de capitalizar o bônus eleitoral da aprovação.

A manobra dos deputados contrários à proposta foi traçada terça-feira, durante reunião de líderes governistas. O roteiro definido tem como primeira ação recusar o pedido de urgência para votação em plenário. Sem um prazo definido para votar, os deputados forçariam o retorno do Ficha Limpa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para resolver supostas lacunas do texto. Lá, ele seria desfigurado por uma série de emendas. “A ideia é constitucional, mas tem impropriedades, está confusa, cria uma instância, o órgão colegiado, que não existe”, criticou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Se a posição oficial é melhorar o texto, nos corredores, o naufrágio do projeto seria um golpe dirigido ao DEM e ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ambos sonham usar a aprovação do projeto como bandeira em outubro. Para Temer, a proposta é uma oportunidade de reunir mais bônus eleitorais para o posto de vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). O plano ideal traçado pelo presidente da Câmara passa pela aprovação do Ficha Limpa.

De mãos dadas com Temer, o DEM tem interesse em bancar a proposta para alvejar a própria imagem, desgastada depois da Operação Caixa de Pandora no Distrito Federal. “Sem regime de urgência, o projeto vai para a CCJ e aí não vota este ano”, pressionou o relator do projeto, Índio da Costa (DEM-RJ). O líder do partido, Paulo Bornhausen (SC), acusou os governistas de planejarem sepultar o projeto: “As bancadas estão manobrando para não aprovar a proposta, protelá-la, mas a estratégia só beneficia quem tem ficha suja”.

As estratégias, tanto governista quanto de Temer e do DEM, jogam com a força da opinião pública sobre o Congresso Nacional. A Ficha Limpa foi apresentada por iniciativa popular, escorada em 1,6 milhão de assinaturas colhidas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Pesquisa com deputados

Pesquisa divulgada terça-feira pelo Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne todas as entidades engajadas na aprovação do Ficha Limpa, mostra que não vai ser fácil levar a proposta adiante, principalmente porque se for aprovada passará a valer para as eleições de outubro, impedindo diversas candidaturas, inclusive de cerca de 30% do integrantes do Congresso Nacional.

Durante 18 dias, o MCCE tentou saber a posição dos 513 deputados sobre o projeto, mas somente 77 responderam à pesquisa, o que representa 15% da Câmara. Desse total, 73 afirmaram apoiar o projeto e quatro disseram estar indecisos. Dos 53 deputados mineiros, apenas 16 responderam à pesquisa e se declararam a favor da proposta. As perguntas sobre a posição dos parlamentares em relação ao projeto foram enviadas por e-mail. Posteriormente todos os 513 foram procurados por telefone para se manifestar sobre o assunto, mesmo assim à adesão ao levantamento foi pequena.

fonte: Uai

terça-feira, 16 de março de 2010

INVASÃO DA EMBAIXADA DO BRASIL EM MIAMI
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Revolta em Miami
Cubanos ocupam o consulado do Brasil em Miami, em protesto contra a cumplicidade de Lula ao regime cubano, na morte do operário Orlando Zapata. Todas as emissoras de TV no Brasil ignoraram o fato.
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terça-feira, 2 de março de 2010




RODRIGO CONSTANTINO

O Caminho da Servidão
“Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez.” (David Hume)

Com o avanço do governo Obama sobre as liberdades dos americanos, a venda do livro “O caminho da servidão”, de Hayek, disparou nos Estados Unidos. Os americanos entendem que a perda da liberdade costuma ser gradual: a água vai esquentando e o sapo acaba escaldado sem notar. É justamente disto que Hayek fala no livro. Nós, brasileiros, temos muito a lucrar com este alerta. Principalmente agora, que a candidata do governo tem defendido abertamente um Estado mais interventor ainda.

Para Hayek, não é possível existir liberdade pessoal e política quando a liberdade econômica é progressivamente abandonada. A transição do feudalismo, com sua rígida hierarquia, para o modelo com mais liberdade individual do Ocidente está bastante associada ao crescimento do livre mercado. Os trabalhadores dos países capitalistas passaram a desfrutar de uma liberdade de escolha que poucos séculos antes seria impensável, mesmo para nobres.

Sem a liberdade econômica, as demais liberdades também acabam. Quanto mais o governo planeja a economia, menos liberdade sobra para os planos dos indivíduos. Os defensores do planejamento central demandam o controle de toda a atividade econômica de acordo com um único plano, considerando que os recursos da sociedade devem ser direcionados para o serviço de determinados fins, por eles traçados. Isto vai contra o argumento liberal em favor do melhor uso possível das forças de competição como meio de coordenação dos esforços humanos.

O único meio possível para praticar este planejamento central é através de um governo autoritário. A vontade arbitrária dos governantes não irá respeitar as diferentes preferências individuais. As minorias dissidentes serão forçadas a seguir o ideal coletivista. Acaba-se sob uma tirania da “maioria” que, na prática, representa a ditadura dos governantes que falam em nome do povo, mas agem para seus próprios benefícios. Um “socialismo democrático” não passa de uma ilusão. A Venezuela é mais um triste exemplo disto.

Quando o governo tem poder para decidir sobre tudo na economia, o império da lei é substituído pelo poder discricionário do governante. Todos acabam reféns do governo. Controlando o crédito, por exemplo, o governo controla indiretamente as empresas. Não foi por acaso que Marx colocou entre as metas do seu “Manifesto Comunista” a “centralização do crédito nas mãos do Estado”. Vale lembrar que sob o governo Lula, o crédito público aumentou assustadoramente, por meio dos bancos estatais. O governo brasileiro já controla quase a metade de todo o crédito no país.

Mas o PT acha pouco. Em seu programa de governo para os próximos anos, o partido defende o fortalecimento do Estado, que no Brasil já é um monstrengo obeso e ineficiente. Quase a metade de tudo que é produzido pela iniciativa privada vai parar nos cofres públicos como impostos. Em troca, o povo recebe estradas assassinas, hospitais decadentes, ensino de péssima qualidade, elevada criminalidade, além de muita tutela e um espetáculo de corrupção. Será que a solução é aumentar ainda mais o papel do governo? Qual o limite? Venezuela? Cuba?

A “Alcatraz” caribenha, aliás, ilustra o ponto de chegada deste caminho da servidão. Um povo miserável, mantido prisioneiro no próprio país, enquanto o ditador e seus aliados podem usufruir das benesses capitalistas, como carros alemães e uniformes da Nike, ícone do “imperialismo ianque”. É este o modelo que o povo brasileiro deseja?

Fonte: Rodrigo Constantino

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


PARA O TRIUNFO DO MAL, BASTA QUE AS PESSOAS DE BEM NADA FAÇAM
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Passeata pela Liberdade no RJ este Domingo
Domingo, dia 28 de fevereiro, 10h no começo da praia do Leblon (perto da Av Niemeyer), vamos protestar contra o PNDH-3 e pelas liberdades individuais.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010



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RODRIGO CONSTANTINO PARA O INSTITUTO LIBERAL
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Programa Nacional Bolivariano
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O presidente Lula assinou o decreto que criou o “Programa Nacional de Direitos Humanos”, apenas uma fachada para a “revolução bolivariana” em marcha no continente. O programa avança de forma escancarada sobre as mais básicas liberdades individuais, incluindo a propriedade privada. O governo está sugerindo quase trinta novas leis, assim como a criação de mais de dez mil novas instâncias burocráticas para empregar os camaradas. Os parasitas têm fome de recursos e poder!
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Entre outras barbaridades, o governo tenta avançar rumo à “democracia” plebiscitária da Venezuela, um eufemismo para a velha ditadura da “maioria” – na verdade, uma minoria organizada que fala em nome do “povo”. Faz parte da agenda dos “direitos humanos” instituir o financiamento público de campanhas eleitorais também, para criar o “caixa três” dos grandes partidos. Resgatar a censura na imprensa é outra meta do programa. Rever a Lei de Anistia é outro objetivo, partindo para um “revanchismo” que ignora o papel dos guerrilheiros comunistas na escalada opressora da década de 1960. Os atuais “heróis” da democracia lutavam, na verdade, para instaurar no país uma ditadura como a cubana. Por fim, o programa pretende regulamentar a taxação das grandes fortunas, medida extremamente populista – e estúpida do ponto de vista econômico – que representa apenas a idealização da inveja, sentimento mesquinho típico dos socialistas.
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Em suma, trata-se da aceleração do projeto “bolivariano” em curso no continente, cujo ícone máximo está na figura pitoresca de Hugo Chávez. A turma dos “direitos humanos” é assim mesmo: defende tudo aquilo que existe de mais abjeto no mundo. A cara-de-pau dessa gente não encontra limites: eles são capazes de falar em “direitos humanos” abraçando o ditador mais cruel do continente, o decrépito “El Coma Andante” de Cuba, ou então o louco Ahmadinejad do Irã. Para alguns defensores dos “direitos humanos”, Guantánamo parece um lugar mais apropriado...
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010



TONY BELOTTO

Amor por dinheiro
Excelente crônica do guitarrista dos Titãs para Veja

A imagem não fala por si. Ela fala para si, que me lê agora. Para si e para todos nós. Ela diz - ou melhor, grita, berra, urra: “Otários!”. E prossegue, em tom jocoso, a desgraçada da imagem que fala - ou melhor, vocifera, brada, exclama: “Rá, rá, rá, se ferraram de novo, imbecis! Vocês não aprendem mesmo, né?”. E depois de uma pausa rápida para respirar (afinal, imagem que fala também respira), a imagem prossegue, reflexiva: “Que caso terrível de masoquismo coletivo esse de vocês! Rá rá rá. Não reagem nunca a todas essas calhordices e falcatruas…”

Estou delirando, a imagem realmente não fala. Ela simplesmente ri, gargalha e escarnece de si, que me lê agora. De si e de todos nós. Lula poderia ter dito: “A imagem não fala por si, mas gargalha de si, otário que me ouve”. O que mais me impressiona nessas infelizmente corriqueiras imagens de corruptos com a mão na massa é a volúpia com que se lançam ao dinheiro. Pupilas brilhantes, maxilares contraídos e mãozinhas afoitas mal disfarçam a euforia que lhes inspira o vil papel. E vão metendo os maços de dinheiro atabalhoadamente por bolsos, cuecas, perucas, meias, fundilhos e qualquer outra fenda ou buraco que se apresente. E fazem isso com a maior desfaçatez, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Os corruptos demonstram um desejo incontido de serem “possuídos” pela grana, de serem “comidos” pelo dinheiro, numa síndrome que talvez nem Freud explicasse, a estranha pulsão patológica que leva seres humanos a enfiar cédulas de dinheiro por orifícios do corpo. Às vezes, ao contrário, parecem querer “comer” a grana, ou “possuí-la”, num eterno e maçante troca-troca monetário. A imagem - sem palavras - que mais me comove é a dos corruptos rezando. O que é aquilo? A quem oram e agradecem pelas granas surrupiadas? O deus dos corruptos deve ser um imenso George Washington sentado num trono kitsch folheado a ouro. Ou um imensurável Benjamin Franklin, Abraham Lincoln ou qualquer outra carantonha que estampe uma nota de dólar (para os corruptos não importa que Washington, Franklin e Lincoln tenham sido políticos importantes, o que vale é que simbolizam dólares).
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A imagem que fala para si, caro leitor, reza assim: “O panetone nosso de cada dia, nos dai hoje”. E o grande deus dos corruptos, milagreiro que é, dará um jeito de logo multiplicar não peixes e pães, mas panetones e pizzas. Sempre nos restará o prazer amargo de testemunhar o reality show macabro, o eterno Big Brother da Corrupção. Quem se importa em ver mulheres nuas? Rapazes de tonificados peitorais? Se temos políticos metendo dinheiro por seus recônditos, como cavaleiros do apocalipse ético? Amém.
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Fonte: Veja

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O TEMPO

A farra na Petrobras continua
Por Vittorio Madioli, publicado em 17/12/2009

O governo, acionando seu rolo compressor, não deixou que se investigasse o "mensalão", aquele que revelou ao país a outra face vampiresca do poder. Para ocultar as responsabilidades que, inevitavelmente, levariam o próprio presidente Lula a trilhar os mesmos caminhos desbravados por Fernando Collor de Mello, acabou por se banalizar o "crime", vendendo-se versões desbaratadas de ética.

Não bastasse a omissão desavergonhada do Congresso, maior responsável pela operação de salvação dos náufragos do "mensalão", o presidente reforçou o clima de desmoralização institucional, acolhendo às sombras do Palácio do Planalto a escória política do país. Bem às claras, os envolvidos até o pescoço nas mazelas subiram a rampa e receberam afagos e palavras de solidariedade.


Apesar dos desvios, apropriações e bandalheiras mais exóticas que ocorreram com o "Valerioduto", o momento inspirou e apressou alianças com oligarcas, coronéis, figuras corroídas pelas lambanças de recursos públicos e tudo que representasse um voto a mais no Congresso.
O que se podia esperar? Um Estado incapaz de impor a moralidade, já que a sua tinha sido rifada para não afundar.


Pesou bastante a omissão dos pseudoéticos, que hoje desfilam e gritam à procura da cassação de José Roberto Arruda. Fundamentais na degola de Collor, já vacinados e emancipados, ficaram mudos quando era a vez de pedir justiça no escândalo do "mensalão" de Lula. Quem os analisa com um grão de cuidado os vê como farsantes, antes de cidadãos revoltados.


Bem por essas atitudes, que autorizam a bandidagem de uma cor e execram da outra, o Brasil tem muito a temer para o futuro. Tenta-se se livrar do adversário, não do mal mortífero da corrupção, da improbidade, da prevaricação. Parece que a virtude não está mais no respeito aos princípios morais, mas na capacidade de dissimular o pecado.


Carecem os bons exemplos e sobram os péssimos.

Exatamente nesse contexto, encerrou-se com um "nada consta" a CPI da Petrobras na terça-feira, verdadeira farsa que permitiu a continuação de tudo que tem de errado dentro dela. Nem desvios de centenas de milhões revelados pelo TCU nas obras em curso nem as provas exuberantes à disposição dos parlamentares fizeram que a investigação arranhasse a corrupção que há na estatal. Aliás, essa oportunidade deve até consolidar os esquemas existentes e dar-lhes mais força.

Fonte: Jornal O Tempo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

SAIU NO CRÔNICA POLÍTICA
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Já comeu seu brioche de escargot hoje?
por Heitor Diniz
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Caro leitor, você já se deliciou com iguarias como queijo aperitivo brie com geleia de damasco? Ou, quem sabe, caranguejo em panela de fondue servido em tartaletes? Ou, talvez, pernil ao molho dourado acompanhado de pães finos à base de leite, centeio e beterraba...? E o tal brioche de escargot?

Não, o CRÔNICA POLÍTICA não ficou rico, nem passou a frequentar restaurantes finos. Isso aí (e muito mais) é pago com dinheiro público mesmo. Dinheiro de imposto. Sim, imposto. Aquilo que, segundo o impostômetro desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), bateu na última segunda-feira a marca de R$ 1 trilhão. Ou, se preferir, R$ 1.000.000.000.000,00. E subindo.

Sobre o cardápio no início do texto, ele consta do edital do pregão eletrônico 50/2009, realizado pelo Tribunal de Justiça do Ceará em agosto último, para a contratação de serviços de bufê em coqueteis, coffe-breaks, almoços casuais e almoços e jantares finos do próprio tribunal.

E veja só quais os valores máximos que o edital permite para cada refeição (ou seria banquete?): R$ 31,00 por pessoa em coqueteis, R$ 34,00 em lanches e coffe-breaks, R$ 56,00 em almoços casuais e R$ 67,00 em almoços e jantares finos. Reiterando: isso é POR PESSOA.

Ou você, pagador de imposto inveterado, não almoça casualmente com R$ 56,00?

Tão curioso quanto quase tudo neste universo das contas públicas é uma quase cínica citação no texto do edital: "Os recursos financeiros correrão por conta do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Judiciário, tendo como Fonte os recursos próprios (...)".

Reaparalhamento? Modernização?? Recursos próprios???

As interrogações não terminam. A fome, neste caso, sim. E com muito requinte.

Quer ver o cardápio completo? Acesse:

http://www.tjce.jus.br/licitacoes/mostraAnexo.asp?sqa=1509

Fonte: Crônica Política

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

RODRIGO CONSTANTINO COMENTA
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A arrecadação imoral de R$ 1 trilhão de reais em impostos pelo governo
Registrada na data de ontem, 14 de dezembro no impostômetro.


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Fonte: Rodrigo Constantino

sábado, 5 de dezembro de 2009

O TEMPO
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O golpe das tarifas
A omissão dos governantes é imperdoável. Soa nitidamente como confissão de responsabilidade.
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Não foram R$ 7 bilhões, mas R$ 40 bilhões, segundo técnicos da CPI das Tarifas Elétricas, os excessos de cobranças sobre as contas dos usuários de 2002 a 2009. O valor estratosférico se apresenta assim como a maior apropriação indébita ocorrida no Brasil desde que Álvares Cabral pisou nas praias de Porto Seguro.
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Deveria, portanto, haver o máximo rigor na apuração. Até se justificaria uma busca preventiva imediata de documentos e de arquivos nas residências e escritórios dos envolvidos, como fizeram com Maluf e outros tantos. O relatório final da CPI, debaixo de uma casca sutil de indignação, retirou da lista dos suspeitos, por intervenção do governo, cerca de 20 dirigentes da Aneel e o próprio presidente da agência, Nelson Hubner.
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Dependendo do relatório da CPI, pouco vai acontecer e, se depender do chefe da nação, tão solícito nas críticas a qualquer mosquito que levante o voo, absolutamente nada acontecerá. O texto inicial do relatório até que previa o indiciamento daquela que poderia passar à história como a quadrilha mais bem organizada do país, mas nela se contam apenas felizardos muito bem apadrinhados; e, se mexer com eles, poderia explodir uma bomba tão potente a ponto de machucar muitas cabeças coroadas da República.
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Cargos em agências governamentais são disputados a tapa e foices no escuro. Passam pela aprovação do presidente e são, sem dúvida, as moedas mais valiosas no submundo da politicagem. Nascidas para atender a uma nobre finalidade, hoje servem para comprar apoios no Congresso Nacional ou para atender a fome dos companheiros.
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Os nomeados em agências deixaram de sê-lo pela capacidade técnica, pela especialização e pelo notório saber. O que conta é o "padrinho", e na Aneel tem que ser padrinho dos fortes.O "erro tarifário" da Aneel, que rendeu um butim de R$ 40 bilhões, mostra a importância dos cargos que oferece. Em sete anos, as concessionárias tiraram de seus usuários, apenas com uma "inocente" malandragem, valores que permitiriam construir quatro usinas de Itaipu e deixar o país ao reparo de apagões até 2050.
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Se nesse caso não for necessária uma investigação minuciosa da Polícia Federal, a mobilização do Congresso Nacional, do Judiciário e do TCU, não o será para mais nada. Collor, quando presidente, caiu por um carro Elba. Nesse caso, desapareceram 2 milhões de carros Elba.
A Presidência da República, guardiã do país, deveria se focar com toda a disposição nesse assunto, infinitamente mais importante do que um terrorista italiano ou um caudilho hondurenho com chapéu de cowboy. Trata-se ainda de devolver urgentemente ao povo seu suado dinheiro, que lhe foi surrupiado com aquiescência da Aneel.

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Os R$ 40 bilhões, por outro foco, representam três anos de benefícios do Bolsa Família. Tira-se assim de um lado com contas de luz, água, esgoto, transporte público, gás de cozinha, taxas de toda espécie e combustíveis para devolver-se do outro, provavelmente com saldo negativo. A omissão e o silêncio dos governantes, no caso Aneel, são inexplicáveis, imperdoáveis. Soam nitidamente como confissão de responsabilidade.
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É uma vergonha.
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Vittorio Medioli - vittorio.medioli@otempo.com.br
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fonte: Jornal O Tempo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A ORAÇÃO DO MENSALÃO 2

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A saga dos ladrões continua!

Enquanto quem tem vergonha na cara, ora para corrupção acabar, alguns oram para agradecer a corrupção e a impunidade...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


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Mahmoud Ahmadinejad
Mais um míope que odeia o capitalismo, a democracia e a liberdade
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É incrível a habilidade da diplomacia brasileira em apoiar ditadores, tais como o sudanês Omar al-Bashir, que tem uma ordem de captura internacional por crimes contra a Humanidade, o ditador líbio Muamar Kadafi e agora, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad em visita ao Brasil, reeleito num pleito sob suspeita de fraude. O absurdo argumento usado por Ahmadinejad de que o Irã é uma cultura milenar não pode ser aceito para justificar a opressão, a pesada censura na sociedade iraniana, negar o holocausto, a existência do Estado de Israel, dentre outros conceitos absurdos que não seriam aceitos nem na era medieval.
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O presidente norte-americano Barack Obama, em recente visita à China, ao menos teve a coragem de criticar a falta de liberdade naquela nação. Parece que por aqui, qualquer um que condene o capitalismo ganha o apoio imediato do governo brasileiro.
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Além das estreitas relações com o regime dos irmãos Castros, com o ditador antiamericanista Hugo Chávez, com os bolivarianos Evo Morales, Rafael Corrêa e Cristina Kirshner e a eminente concessão de anistia ao assassino italiano Cesare Battisti, só falta ao Brasil para completar a trupe dos notáveis inimigos da liberdade, demonstrar apoio e concordância de idéias ao perturbado ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-il.
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Enquanto as mazelas dos países em desenvolvimento são justificadas pela paranóica exploração dos países desenvolvidos, vamos nós, ao invés de aprender com a democracia, meritocracia e livre mercado que fizeram prosperar Espanha, Cingapura, Irlanda, Nova Zelândia, Chile, dentre tantos outros bons exemplos... Vamos nós apoiar e levantar bandeiras antiamericanistas, xenófobas e carregadas de rancor, nefasto coletivismo e repúdio às liberdades individuais.
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Ao analisar a equivocada postura das relações internacionais do governo brasileiro, em paralelo à obra "O Caminho da Servidão", de Hayek escrita em 1944 parece que a mesma foi escrita para os dias de hoje. Os erros do passado que fizeram necessária a construção do muro de Berlim, são os mesmos erros que estão sendo cometidos hoje, em pleno ano de 2009.
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O que nos resta é o compromisso com a difusão dos valores democráticos, de liberdade e respeito máximo a menor minoria de todas: o indivíduo. Por isso, como pode Ahmadinejad condenar o capitalismo se o próprio não respeita nem seu próprio povo? Essa pergunta nunca será respondida, pois provavelmente seria censurada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


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PUBLICADO NO GLOBO
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'Bolsa Celular': alô, alguém acredita nisso?'
Artigo do leitor Silvio Teles
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Venhamos e convenhamos, o populismo do presidente Lula está indo longe demais. Demasiadamente criticado pelo "Bolsa Família" que, se por um lado tem mudado a face da economia do Nordeste - dando-lhe, maior dinamicidade em virtude do fator consumo -, por outro tem aprisionado o povo ao comodismo de uma renda atrelada a uma condição não produtiva nem educacional - o que perpetua a miserabilidade e a dependência -, Lula e sua equipe pensam agora na concessão, para as 11 milhões famílias do Bolsa Família, de um novo benefício: o Bolsa Celular.
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Essa novidade - que mais parece uma piada - está sendo planejada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele afirmou já ter entrado em contato com algumas empresas de telefonia móvel. A idéia é conceder às famílias das classes D e E um telefone celular com R$ 7 (sete reais) mensais de crédito, tudo de graça. As empresas fariam isso e, em troca, não seriam taxadas pelo Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, imposto devido sempre que uma empresa incorpora um celular à sua rede. Ou seja, o governo abriria mão de uma receita que, em dois anos, pode somar R$ 2 bilhões. Logicamente, por fora, devem estar sendo acertados os valores das "doações" para a campanha de 2010.
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Sinceramente, não falta mais nada no Brasil. Como já estamos num patamar excelente de saúde, educação e segurança pública, vale mesmo a pena pensar num projeto social como esse "Bolsa Celular". Já que ninguém morre no Brasil por falta de saneamento básico, pelo desabamento de barracos em morros e encostas, já que não temos mais vitimados por doenças medievais como dengue ou diarreia, não há mais filas nos postos de saúde, ninguém mais morre de fome, nem de sede ou desnutrição, e como não há mais crianças nos semáforos, vá lá, Lula, apoiamos o seu "Bolsa Celular".
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Digo mais, presidente: agora que o senhor não sabe mais o que fazer com o nosso dinheiro, eis algumas sugestões: que tal uma "Bolsa Chapinha" para ajudar no visual? Seria muito legal também uma "Bolsa Massageador" pAra tirar o estresse, não acha? No verão, uma "Bolsa Profiteróles"! E uma "Bolsa Playstation 3" para a garotada! Outra que vai "bombar" é a "Bolsa Academia". Ah! Como pode haver sedentarismo, que tal uma "Bolsa Spa", para impedir a obesidade? Agora, se o senhor quer mesmo eleger a Dilma Rousseff, um conselho: crie a "Bolsa 51"! Uma boa idéia, não é? Com a caninha, o senhor "poca" qualquer urna!
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Sabe, presidente, eu até estou pensando em deixar meus empregos e me incluir na classe E. Parece ser mais vantajoso... Pense comigo: lá não vou precisar trabalhar, nem estudar, nem fazer nada para ganhar, do senhor, quase tudo: casa, comida, roupa, assistência médica e funerária e, agora, até celular! Para que acordar cedo, enfrentar o trânsito caótico, trabalhar penosamente o dia todo, aguentando o chefe mal-humorado e, no fim do dia, ainda quebrar a cabeça na faculdade? É melhor ficar em casa ou no boteco, gastando o que receberei do senhor...
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Por fim, presidente, para um operário, trabalhador e torneiro mecânico (como o senhor faz questão de dizer que foi), bem que vossa excelência gosta de dar moleza ao povo. Mas parece que somente aos desocupados. Porque, para quem trabalha, o transporte público falece e os impostos sufocam. Para quem estuda, as escolas públicas sucumbem. Até a restituição do IR está atrasada. Para quem produz e toca o Brasil para frente, não tem moleza, nem celular de graça. Mas o senhor é inteligente: é mais fácil, mesmo, manter o cabresto e garantir o voto de quem depende exclusivamente da sua bondade. Além do mais, senhor presidente, essa política de premiar o ócio é a sua cara, companheiro! Alô?
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Fonte:
O Globo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ARTIGO NO ZERO HORA
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O desafio das democracias
por Felipe Quintana da Rosa
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Temos presenciado sucessivas ações de governantes latino-americanos em favor de reeleições consecutivas, ou até mesmo indefinidas, visando a suas permanências no poder. Com base em propostas de reformas constitucionais, esses governantes fazem do continuísmo uma tendência contemporânea e perigosa no continente. Como consequência disso, constatamos a fragilização das instituições democráticas em vários países latinos e a perda de diversos direitos individuais dos cidadãos.
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Não pode prevalecer o entendimento de que a legitimidade dessas ações decorreria de sustentação populacional majoritária. Mesmo que haja maioria a favor de reeleições consecutivas ou indefinidas, como pretende o presidente venezuelano Hugo Chávez, por exemplo, não se pode olvidar que os conceitos democráticos não estão assentados apenas na vontade da maioria. Engana-se também aquele que considera democrática a mudança na Constituição de um país com base em momentâneo e transitório apoio popular, como pretendeu o ex-presidente Manuel Zelaya, em Honduras.
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É lícito afirmar que o sistema democrático comporta necessariamente a conjunção de duas vertentes: o governo da maioria e a proteção aos direitos das minorias. A maioria governante nunca pode desfrutar de poderes ilimitados. Independentemente de sua crença, origem étnica, poder aquisitivo ou convicções ideológicas e políticas, as minorias eventualmente vencidas em uma eleição devem ter, sempre, seus ideais respeitados em um ambiente democrático maduro. Por isso, há necessidade de se garantirem liberdades individuais a todos, assegurando, sem jamais transigir, a liberdade de expressão, a igualdade de todos perante a lei e a possibilidade de qualquer cidadão participar da vida política e econômica.
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Esses preceitos devem ser severamente observados por todo e qualquer governante, a fim de que sejam cada vez mais consolidados os ideais democráticos. Por constituírem uma elite política, os representantes do povo deveriam ter a obrigação de zelar pela manutenção desses ideais e de observar o princípio da alternância de poder. Foi sobre os valores de respeito às minorias e liberdades fundamentais que as democracias mais sólidas do mundo se consolidaram ao longo dos anos. Esquecer disso pode acarretar um alto custo à própria democracia, que rapidamente pode ser confundida com tirania e autoritarismo, o que já ocorre na vizinha Venezuela.
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O país que não assegura tais direitos individuais fundamentais, tão arduamente conquistados pelas sociedades ao longo dos anos, e concede ao titular de um mandato presidencial poderes que extrapolam os limites da democracia – fato que vem ocorrendo sistematicamente na América Latina – não pode ser considerado democrático.
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Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


foto: portal G1
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VIOLÊNCIA IMPUNE
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Guerra não declarada
Após ser escolhida a sede dos jogos olímpicos de 2016, a cidade maravilhosa volta a ser mídia mundial
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Negativamente... Um helicóptero abatido, três policiais mortos, oito ônibus queimados... Isso faz-nos refletir sobre o papel desse movimento. Como falar sobre ética numa situação de guerra civil não-declarada? Como falar em ética num país que comemora a vinda de eventos internacionais, mas assiste, com as mãos atadas, cenas dantescas de violência em plena luz do dia, em plena área urbana? Como falar em ética num país que flexibiliza a redução de pena para traficantes perigosos, que permite o uso de celulares em presídios, que gasta mais com um sistema penitenciário falido e ineficiente do que com a educação?
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Como falar em ética se a falta dela é tida como natural... Lamentavelmente, falar em ética no Brasil é debater algo supérfluo, pois há tantas mazelas piores que a falta de ética que, solicitar ética a essa nação é quase como solicitar um ítem no topo da pirâmide de Maslow. A ética por aqui é considerada desnecessária, sem importância, que pode ser tranquilamente deixada de lado.
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Infelizmente, aqui, o bacana é "ser malandro", o bacana é "se dar bem", sem mérito... O bacana é festejar o "jeitinho brasileiro" de burlar a responsabilidade individual. O bacana é ter inúmeros direitos, mas pouquíssimos ou nenhum dever... O bacana é mamar na teta do estado, mesmo que a carga tributária atinja extorsivos 36,6%. O bacana aqui é pertencer a algum grupo e brigar por privilégios, mesmo que os outros indivíduos sejam obrigados a carregar esses grupos nas costas. O bacana é acreditar que há almoço grátis sim! O bacana é conceder pão e circo para o povo, pois isso resulta em votos, mas deixar a educação agonizando numa situação precária. O bacana é taxar quem critica de pessimista e querer enxergar só a fantasia das boas noticias, mas fechar os olhos para a realidade.
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O que nos resta é continuar nossa inglória luta pela moralização da sociedade brasileira, pelo re-estabelecimeto da ética, pelo fim, ou diminuição, da impunidade e pelo fim, ou diminuição, da corrupção.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

BARBÁRIE
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MST destrói milhares de pés de laranja no interior de São Paulo
Um verdadeiro tapa na cara dos trabalhadores, empreendedores, aposentados e estudantes brasileiros que, mesmo não possuindo terras, respeitam a propriedade alheia, a meritocracia e ainda pagam impostos em dia. O mais grave é que esse movimento recebe dinheiro público para promover tais crimes. Espera-se que a Justiça não seja tão conivente como o Executivo tem sido, e faça valer a lei. E espera-se também, que o Executivo pare de repassar dinheiro público ao MST, imediatamente.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

HEITOR DINIZ
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Gabinete do governador de PE ou delicatessen?
Postagem extraída do blog Crônica Política
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Hoje não dedicarei minhas linhas a qualquer análise interpretativa ou opinativa. O que trago neste post é apenas a transcrição de alguns itens adquiridos pelo governo de Pernambuco por meio do pregão eletrônico regido pelo edital 06/2009, cuja unidade compradora é nada menos do que o próprio gabinete do governador Eduardo Campos (PSB).

Que tal começarmos com a carta de vinhos e afins?


VINHOS

- Rosado, estrangeiro: 12 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Gamay, tinto, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Seleção, tinto, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Seleção, branco, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tinto, seco, tipo Miolo: 120 garrafas 750 ml;
- Nacional, fermentado de uvas, fino, tinto, seco: 240 garrafas 750 ml;
- Nacional, fino, branco, seco: 336 garrafas 750 ml;
- Estrangeiro, generoso, de unhas viníferas: 12 garrafas 750 ml;
- Nacional, rosé, suave: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tinto, fino, Benet e Merlot: 24 garrafas 740 ml;
- Nacional, branco, Miolo: 180 garrafas 750 ml;
Nacional, tinto, fino, seco, encorpado: 96 garrafas 750 ml.

UÍSQUE

- Escocês, destilado, engarrafado na Escócia: 168 garrafas 1 litro;
- Importado, red, 5 anos, engarrafado na Escócia: 60 garrafas 1 litro;
- Importado, 15 anos: 96 garrafas 750 ml;
- Importado, 12 anos: 96 garrafas de 750 ml.

CERVEJA

- Nacional, em lata: 840 latas 350 ml.

ESPUMANTES

- Nacional, fermentado de uvas e açúcar: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tipo champanhe: 48 garrafas 750 ml.

CHAMPANHE

- Francês, garrafa fosca: 12 garrafas 700 ml.

GIM

- Inglês: 12 garrafas 1 litro.

LICORES

- Estrangeiro, de cassis: 12 garrafas 500 ml;
- Espanhol, de frutas: 12 garrafas 700 ml;
- Nacional, de genipapo: 12 garrafas 500 ml;
- Estrangeiro, de avelã: 12 garrafas 700 ml;
- Estrangeiro, de pêssego: 12 garrafas 700 ml;
- Estrangeiro, de café: 12 garrafas 700 ml.

AGUARDENTES

- Nacional, envelhecida em carvalho: 36 garrafas 700 ml;
- Nacional, destilado, mosto: 36 garrafas 1 litro.

VODCA

- Nacional, neutra: 60 garrafas 750 ml;
- Nacional, neutra: 60 garrafas 1 litro.

CARNES

- Pernil de cordeiro: 180 kg;
- Peru: 84 kg;
- Alcatra: 3 toneladas;
- Bisteca bovina e suína: 840 kg;
- Bode, parte dianteira: 120 unidades + 60 kg;
- Picanha: 360 kg.

PEIXES E CRUSTÁCEOS

- Lagosta: 180 kg;
- Camarão: 420 kg;
- Siri: 36 kg;
- Salmão em filé: 300 kg;
- Lula: 60 kg;
- Polvo: 36 kg;
- Truta: 24 kg.

FRIOS

- Avelã: 12 kg;
- Castanha de caju: 60 kg;
- Castanha portuguesa: 24 kg;
- Chantily: 12 kg;
- Anchova: 12 kg;
- Nozes: 24 kg;
- Queijo emental: 96 kg;
- Queijo gorgonzola: 120 kg;
- Queijo provolone: 60 kg;
- Queijo suíço: 60 kg;
- Queijo do reino: 120 kg;
- Queijo brie: 24 kg;
- Queijo camembert: 36 kg;
- Queijo grana: 12 kg;
- Presunto Parma: 24 kg.

SUPERMERCADO

- Alcaparras: 72 vidros;
- Azeite extra virgem de dendê: 36 vidros de 220 ml;
- Azeite de oliva puro: 540 latas;
- Bacalhau do Porto: 180 kg.

Há muitos outros itens aqui não citados. Mas creio que os mais, digamos, inusitados, estão todos aí.

O que dizer depois disso? "A conta, por favor"!

Aí vai: R$ 779.720,74.

É só passar no caixa. No débito, por favor... nos cofres públicos.


Fonte: Crônica Política

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


ARNALDO JABOR
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Devo pedir champanhe ou cianureto?
O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Questões conflitantes rondam minha cabeça/devo pedir cianureto ou champanha?"
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Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta nada. Ando em crise, como vejo nos desenhos do excepcional Angeli, gênio da HQ. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. Não aguento mais ver a cara do Lula de boné, dançando xaxado pelo pré-sal; não aguento mais ver o Sarney mandando no país, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas, tucanistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado entre pelegos sem emprego e um governo regressista nos jogando de marcha a ré para os anos 40; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando ninguém jamais consegue impedir as queimadas na região, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; passo mal quando vejo a cara dos oportunistas do MST, com a bênção da Pastoral da Terra, liderando pobres diabos para a "revolução" contra o capitalismo; não aguento secretários de Segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares; não suporto a polêmica nacionalismo pelego X liberalismo tucano de hímen complacente; tenho enjoo com vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos rancorosos decepcionados, mas secretamente apaixonados pela velha esquerda.
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Tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista; não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal, e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.
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Não aturo essa dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia X voluntarismo, processo X solução, continuidade X ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de "clubbers" e punks de butique, descolados dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas, querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas; odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama; não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, detesto bingo, "pitbulls", balas perdidas, suspense sobre espetáculo de crescimento que só acontece na mídia; abomino mulheres divididas entre a piranhagem e a peruice. Onde está a delicadeza do erotismo clássico, a poética do êxtase?
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Repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos-de-ganso de manequim, notícias sobre quem come quem; horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, crianças brincando num shopping, enquanto os homens-bomba explodem no oriente e ocidente, enquanto desovam cadáveres na faixa de Gaza e em Ramos, com ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, museus superfaturados evocando retorcidos bombardeios em vez de hospitais e escolas, espaços culturais sem arte alguma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de artistas picaretas vestidos de "contemporâneos".
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Não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos pobres, e Sonia Hernandez, a perua de Cristo do Renascer, reza de mãos dadas com Dilma Rousseff de olhos fechados, orando pelos ideais de Zé Dirceu.
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Enquanto isso, formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Corão com os rabos para cima antes de pilotar caminhões-bomba, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século XXI; não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês; não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falando de política e paulistas de porre falando de mercado, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata.
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Lula com outro boné, políticos se defendendo de roubalheira, falando em "honra ilibada", "conselho de ética arquivado", suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis; odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo; odeio a pedofilia perdoada na Igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, sorrindo ao lado do Chávez, cercados pelas caras barbudas de boçal sabedoria de aiatolás; repugnam-me as bochechas da presidente Cristina Kirchner destruindo a Argentina, Maluf negando nossa existência, Pimenta das Neves rebolando em cima dos buracos do Código Penal; confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos; não suporto cúpulas do G-20 lamentando a miséria para nada; tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão; estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos. Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flûte" de champanhe rosé?

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fonte: OTempo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


foto: Werther Santana/AE - Estadão
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SAIU NO ESTADÃO
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Universitários protestam contra José Sarney em São Paulo
Objetivo era divulgar o movimento 'Ética Já', criado pelos Centros Acadêmicos de diversas faculdades
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Daniela do Canto, da Agência Estado
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SÃO PAULO - Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto na madrugada desta quarta-feira, 23, em São Paulo. Eles vestiram diversas estátuas da cidade com camisetas que traziam os dizeres "Fora Sarney", em referência ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que teve a sua gestão como alvo de várias denúncias.
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Do protesto de hoje, participaram universitários de Direito da PUC-SP e da USP e de Engenharia da Escola Politécnica (Poli) da USP. A escolha de Sarney para estampar as camisetas é simbólica, afirmou o presidente do CA 22 de Agosto da PUC-SP, Marco Antônio Moreira da Costa. "Ele é o símbolo do tipo de político brasileiro que a gente não quer mais", explicou.
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Os universitários saíram da Avenida Paulista por volta das 4 horas e percorreram a Praça General San Martin, a Praça Ramos, a Praça Pan-Americana, o Parque Dom Pedro e a Avenida Santos Dumont. O objetivo do protesto era divulgar o movimento Ética Já, criado pelos Centros Acadêmicos (CAs) de diversos cursos, em diversas universidades, entre elas a da PUC-SP, USP e Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

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Fonte: Estadão On Line
RODRIGO CONSTANTINO
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Hipocrisia da Esquerda
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Hugo Chávez afirmou que “sabia de tudo” sobre a volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país, e ainda disse ter ajudado a “despistar” as autoridades sobre o paradeiro de Zelaya. O governo brasileiro nega ter participado da operação de retorno de Zelaya, mas parece extrema ingenuidade crer que ele simplesmente se “materializou” na embaixada brasileira, junto com outras setenta pessoas. Sem falar que Zelaya esteve no Brasil conversando com o presidente Lula pouco antes. Além disso, a embaixada não ofereceu asilo, e sim “abrigo”, tornando-se um palco para discursos políticos de Zelaya.
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Tudo isso já seria bastante estranho do ponto de vista do direito internacional e da diplomacia entre nações. Mas eu gostaria de focar no aspecto da incoerência dos discursos e atos dos próprios líderes de esquerda da América Latina. Afinal, são esses mesmos presidentes – Chávez e Lula – que costumam acusar o governo americano, não sem razão, de atos “imperialistas” quando este se mete indevidamente em assuntos locais dos países latino-americanos. Por que quando o governo americano se mete nos assuntos de outros países é “imperialismo”, mas quando o governo venezuelano se mete é uma “luta pela democracia”?
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O uso de dois pesos e duas medidas também costuma ser chamado de hipocrisia. É quando alguém utiliza critérios diferenciados para julgar coisas distintas, na tentativa de sempre condenar o que não gosta e proteger seus aliados ou interesses. Por exemplo, quando aquele que abraça uma cruzada pela “democracia” é o mesmo que defende o regime cubano, a mais duradoura ditadura do continente. Ou quando aquele que culpa o embargo americano a Cuba por sua miséria é o mesmo que condena a globalização e chama o comércio com os americanos de “exploração”.
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Tanta incoerência, tanta contradição, possui apenas uma explicação. Esses líderes esquerdistas não estão preocupados com princípios isonômicos ou com a honestidade intelectual, e sim com a única coisa que eles almejam: o poder.
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Fonte: Rodrigo Constantino

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


fotos: blogsergio.com - por Ana Maclaren


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INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA
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7 de Setembro
Com a extorsiva carga tributária beirando 40%, classe estudantil comprada, censura à imprensa, aumento da impunidade e corrupção, será que o Brasil é um país livre, de fato?
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Não é o que pensam os bravos manifestantes de São Paulo. Sem ajuda de nenhum partido político, ONG, sindicato ou qualquer instituição... Sem ônibus pago por movimento que recebe verba pública, sem lanchinho pago por repartição púbica, sem patrocínio de nenhuma estatal... Bravamente saíram às ruas na segunda-feira, 7 de setembro para cobrar punição aos responsáveis pelos atos secretos no senado, ética na política, dentre outras reinvindicações pertinentes. Mais informações em blogsergio.com.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BRASILEIROS NÃO FORAM ÀS RUAS EM GRANDE NÚMERO
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Mas apóiam com veêmencia a importante manifestação
Prova disso foi o pacífico protesto realizado em frente ao Masp, que contou com a presença de um leitor desse blog, conforme relatado em comentário. Parabéns aos manifestantes!.
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Do G1, com agências internacionais. foto: AP> G1
(...) Com palavras de ordem como "Não mais Chávez" e "Chávez ditador", manifestantes marcharam pacificamente em locais como Nova York, Madri, Paris, Bruxelas, Hamburgo, Toronto, e até Caracas, capital da Venezuela. (...)

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Leia, veja mais fotos e/ou vídeo no: G1
Para apoiar e Divulgar acesse: NO MAS CHAVEZ
HEITOR DINIZ NO CRÔNICA POLÍTICA
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Com pré-sal... e sem afeto?
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Como nem todo bom pizzaiolo é também um bom churrasqueiro, pode desandar a receita do "chef" Lula, que corre para colocar no cardápio nacional o mais apetitoso quitute brasileiro da atualidade: a suculenta picanha do pré-sal.

E nessa de "aumenta o fogo", "baixa o fogo", "põe carvão", "abafa", vem desagradando importantes convidados de um incerto jantar: de um lado os governadores, receosos de ficarem só com o osso, e, de outro, os parlamentares, instados a trabalhar de maneira intensiva.

E se o Congresso não tem compreendido bem sequer o significado de "trabalhar", que dirá com a partícula complicadora "de maneira intensiva"?

A bem da verdade, não apenas o jantar pré-salgado ainda é incerto, como incertos também são os próprios convidados.

Quem ficará com o primeiro pedaço? Quem ficará com o maior? Quem pegará a gordurinha? E quem vai ficar só no vinagrete?...

... E quem vai lavar a louça?

Do lado de cá, o que se discute é quem ficará responsável por pagar uma conta, ao que tudo indica, pré-salgada. Afinal, a capitalização que tem sido proposta para a Petrobras é simplesmente monumental. Para completar, só aceitam dinheiro vivo. Nada de cheque, cartão ou FGTS na jogada.

Ainda na obscura realidade e potencialidade do novo tesouro, outra dúvida: será um portentoso banquete, do qual sairemos todos regalados e clamando por um pré-sal de fruta (não resisti)... ou, após a exploração, correremos todos, ávidos, para o sanduba lá no trailer da pracinha?

A conferir.

Enquanto isso, chef Lula, não se esqueça de outro de nossos promissores tesouros, que há bem pouco tempo andava na crista da onda, além de ser ecologicamente mais correto que o ouro negro: o etanol.

Por hora, álcool mesmo, só na nossa boa caipirinha.

Com cana brava e limão capeta, para justificar algumas caretas por aí.

Ou seria a velha caipirinha preparada com as velhas jabuticabas, que só brotam por aqui?

P.S.: ficou com saudade do Lula do tempo do etanol? Olha ele aí: Crônica Política.

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Fonte: Crônica Política por Heitor Diniz

DEMÉTRIO MAGNOLI NO ESTADÃO

Esse crime chamado justiça
Texto:Estadão> Opinião> Quinta-Feira, 03 de Setembro de 2009 -
Foto Fórum da Liberdade em 2009.


A jornalista Helena Chagas, diretora de O Globo em Brasília (hoje na TV Brasil), soube por seu jardineiro de um depósito de vulto na conta do caseiro Francenildo Costa e passou a informação ao senador Tião Viana (PT-AC), que a transmitiu ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Então, Palocci convocou ao Planalto Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF). Naquele dia, Mattoso tirou um extrato da conta de Francenildo. À noite, 23 horas, reuniu-se com Palocci na casa do ministro, num encontro a três, no qual estava Marcelo Netto, assessor de imprensa do Ministério. No dia seguinte, o mesmo extrato que circulou na reunião foi publicado no site da revista Época.
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O enredo acima não é uma tese, mas uma narrativa factual, comprovada materialmente pelas investigações da Polícia Federal, que está nos autos da denúncia apresentada ao STF. A defesa alegou não existirem indícios robustos sobre a autoria da transmissão do extrato à revista e argumentou que o crime de quebra de sigilo bancário só ficou caracterizado no momento da publicação do extrato. O STF derrubou o argumento central da defesa, identificando indício de crime na transferência do extrato de Mattoso para Palocci. Mas só admitiu a denúncia contra Mattoso, que responderá a processo em instância inferior. Uma frágil maioria, de cinco contra quatro juízes, alinhou o Judiciário com o paradigma do Executivo, expresso por Lula: no Brasil, o Estado distingue os "homens incomuns" dos "homens comuns".
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A maioria que livrou de processo o "homem incomum" se orientou pelo relatório de Gilmar Mendes, o presidente do STF. Mendes é um defensor incansável de que a Justiça não se pode submeter ao "clamor das ruas" e do princípio do Estado de Direito de que ninguém deve ser punido sem a existência de provas capazes de arrostar a presunção de inocência. Não há nos autos prova acima de dúvida razoável de que Palocci tenha ordenado a quebra de sigilo. O STF, contudo, não julgava a culpa ou inocência do ministro. Julgava apenas o acolhimento da denúncia, ou seja, a deflagração de um processo. Para isso bastam indícios convincentes de participação em ato criminoso. Os cinco juízes que negaram tal estatuto ao relato comprovado nos autos condenam a Nação a conviver com a impunidade legal dos poderosos. Eles cometem um crime contra a justiça.
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Nunca, desde o encerramento da ditadura militar, o Estado brasileiro violou tão profundamente a ordem democrática quanto na hora em que Mattoso selecionou, entre os milhões de correntistas da CEF, o nome de Francenildo, uma testemunha da CPI que investigava o poderoso ministro. No mesmo dia em que o presidente da CEF acessava o extrato "suspeito", mas não o transmitia ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), guardando-o para Palocci, Tião Viana prometia aos jornalistas "uma grande surpresa". O poder que faz isso não conhece limites. Seu horizonte utópico é o Estado policial: a administração pública convertida em aparelho de intimidação permanente dos cidadãos, por meio da invasão da privacidade e da chantagem pessoal.
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"A corda acabou estourando do lado mais fraco, como sempre", diagnosticou o juiz Marco Aurélio Mello, referindo-se ao voto da maioria de seus colegas. Os cinco juízes decidiram que o crime inominável só pode ser reconhecido com a condição de que a responsabilidade por ele recaia apenas no agente direto da operação ilegal. O paralelo é inevitável: esses juízes abririam processo contra um rato dos porões da tortura, mas absolveriam de antemão os altos oficiais que comandavam a máquina de interrogar e torturar da ditadura militar.
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O relatório de Gilmar Mendes pendeu sobre o abismo por algum tempo, até ser resgatado da derrota por um inacreditável Cezar Peluso. O juiz destroçou a tese da defesa, mas, antes da conclusão lógica, imaginou a hipótese de que Mattoso não seguia uma instrução do ministro ao quebrar o sigilo de Francenildo. A sua hipótese altamente improvável talvez pudesse sustentar uma absolvição de Palocci ao final de um processo. Mas bastou-lhe para rejeitar a abertura do próprio processo que a escrutinaria. Peluso sucederá a Mendes à frente do STF, no ano que vem. A minha hipótese é de que ele decidiu contra seus próprios argumentos, sacrificando a justiça para estabelecer uma jurisprudência informal de submissão dos juízes ao voto do presidente do tribunal nos casos de valor político estratégico. A ordem tradicional que organiza o mundo não pode ser violada - eis a mensagem inscrita no voto de Peluso.
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A maioria configurada na defesa dessa ordem tradicional relegou Francenildo ao papel de espectador silencioso da solenidade de consagração de uma impunidade tão absoluta que impede a própria instauração de processo. Essa maioria assistiu, talvez levemente constrangida, ao espetáculo ignóbil proporcionado pelo advogado de Palocci, José Roberto Batochio, que assomou à varanda de sua Casa-Grande ideológica para apontar o caseiro como um "singelo quase indigente". Quando proferiram seus votos, os cinco juízes enxergaram um semelhante não em Francenildo, mas em Palocci. Eles votaram na sua casta, deixando as impressões digitais do persistente patrimonialismo brasileiro nos registros da Corte constitucional.
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Francenildo sou eu, somos nós todos, potenciais testemunhas de desvios de conduta das altas autoridades políticas. A decisão proferida por um STF diminuído equivale a uma mensagem destinada aos cidadãos comuns. Eles estão dizendo que o silêncio vale ouro: o privilégio a uma privacidade que não figura como um direito forte aos olhos da Corte devotada a interpretar a Lei das Leis. Estão condenando a Nação a calar quando se trata dos homens de poder. Como nem todos calarão por todo o tempo, estão condenando o País a ter novos Francenildos. É o preço que cobram pela absolvição do cidadão mais que comum.
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Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br
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Fonte: Estadão