terça-feira, 16 de julho de 2013

Tomou bonito



Danilo Gentilli fala sobre Jean Willys que, coitado, acredita não ganhar um bom salário. Talvez no dia em que ele resolver produzir, o mercado possa compensá-lo.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós

Post publicado na Fanpage FocoLiberal, no Facebook  
  
Não basta você ser semi-escravo de políticos ao deixar mais de 40% da sua renda em impostos; não basta você ser obrigado a fazer alistamento militar e, se der azar, virar escravo de milicos por um ano; não basta você ter sua vida digital e seu telefone invadidos pelo governo americano; não basta você ser obrigado a contar toda sua vida à Receita Federal todos os anos; não basta você ser obrigado a votar, justificar ou pagar multa à justiça eleitoral; não basta você ser obrigado a seguir a cartilha ditadorial de Getúlio Vargas e ser obrigado a estar dentro da CLT e ouvir A Voz do Brasil. Agora, se você quiser ser médico, será obrigado a ser totalmente escravo do estado por 2 anos. 


Capitão do Mato (representado na imagem) será a profissão do futuro.


Entenda a origem em recente matéria publicada na Folha de São Paulo: 
Curso de medicina passará de seis para oito anos a partir de 2015

Idéia tirada da página Zé Oswaldo

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O verdadeiro plebiscito

Rodrigo Constantino

Tenho dito que um dos grandes problemas de plebiscito, além dessa questão da "democracia direta" descambar quase sempre para demagogia e populismo, é que quem controla as perguntas controla boa parte do processo. A forma de perguntar faz diferença, assim como o que é perguntado. 

Por isso gostei da provocação da revista VEJA, que preparou seu próprio plebiscito, sugerido para o governo. Seguem as dez questões recomendadas:

1. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só para pagar impostos e agora o governo quer que paguemos também todas as campanhas eleitorais dos políticos? Você concorda?

2. Se bem gasto, o dinheiro dos impostos seria mais do que suficiente para prover de educação, saúde e segurança os brasileiros. No entanto, a população tem de pagar uma segunda vez por escolas privadas, médicos e segurança. Você concorda?

3. Você concorda em proibir o uso de jatinhos da FAB por políticos e autoridades e, com o dinheiro economizado, investir na melhoria do transporte coletivo urbano e na saúde?

4. Aos 16 anos, um(a) brasileiro(a) já pode votar e se casar. Caso ele(a) cometa crimes bárbaros, deve ser julgado(a) como se fosse uma criança?

5. Você concorda que Brasília deveria abandonar a galáxia distante onde está e voltar para o Brasil?

6. Você concorda que deveria acabar a alegação de "réu primário", uma vez que isso beneficia quem mata pela primeira vez, mesmo que de maneira cruel e sem chance de defesa para a vítima?

7. Você aceita ceder aos caciques dos partidos políticos seu direito de escolher o candidato em quem votar?

8. Você concorda que deveriam ser fechadas as embaixadas brasileiras na Coreia do Norte, Cuba, Azerbaijão, Mali, Timo-Leste, Guiné Equatorial, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Botsuana, Nepal, Barbados e em outros países sem a menor expressão, e o dinheiro gasto com elas investido nos hospitais públicos brasileiros?

9. Você concorda que quem recebe dinheiro do governo federal poderia ter o direito de se declarar impedido de votar por óbvio conflito de interesses?

10. O governo tem 39 ministérios e nenhum deles resolveu sequer um problema relevante do Brasil. Você fecharia a maioria deles?

Esse plebiscito sim, seria um sonho! Mas sabemos que não passa de mera ficção, pois o governo jamais vai perguntar ao povo tais coisas, por motivos óbvios. Por essas e outras é que não devemos aplaudir, em hipótese alguma, um plebiscito, especialmente coordenado pelo governo petista. Tal plebiscito visa apenas a concentrar ainda mais poder no PT e seus caciques. Xô, plebiscito!

PS: As sugestões da VEJA dariam um ótimo foco para os protestos vagos, difusos, cacofônicos que tomaram as ruas do país...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Por que foram às ruas e o que realmente pedem os manifestantes?


Por Marcelo Mota Ribeiro

Resta pacificado, entre todos os atores envolvidos, sejam políticos, analistas ou até mesmo os próprios protagonistas, cidadãos médios, que a efervescência política que vive o Brasil não foi prevista e ocorreu de forma surpreendente. Entretanto, muito se tem especulado sobre as quais seriam as reais causas deste fenômeno e muitas hipóteses têm sido apresentadas. 

Adiante, ofereço um entendimento, particular, sobre a origem destes fatos, à partir de um olhar de quem já acompanha, com uma visão crítica, o desenvolvimento de alguns movimentos que, consoante ao que se colocará, culminaram na “Primavera Brasileira”. 

As ruas brasileiras sempre foram palco de manifestações, de diferentes grupos, de diferentes tendências políticas. Em todos os casos, até então, pudemos notar a presença de organizações de mobilização como responsáveis pela articulação desses movimentos, que sempre surgiram sob seus instrumentos de massificação. 

Considerando o recente período histórico da República, podemos constatar, por exemplo, que as históricas mobilizações denominadas “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, ocorridas nos meses que antecederam a deposição do ex-Presidente João Goulart, contaram com uma mobilização originada em organizações como a Igreja Católica e sindicatos patronais. Por sua vez, também é possível notar que as manifestações ocorridas no Regime Militar contavam com a mobilização originada pela ação de sindicatos e organizações estudantis. Os “caras pintadas”, também não foram as ruas de forma espontânea, tendo contado com uma mobilização que, além de organizações de trabalhadores e estudantes, contou com a ação de militantes de partidos políticos. 

Esse modelo perdurou até a chegada do PT ao poder, que sendo um partido formado por lideranças ligadas a maior parte destas organizações de mobilização, Igreja, sindicatos, organizações estudantis, dentre outras, criou na política nacional uma espécie de “establishment” (estabilização), no qual a estas organizações restou um profundo silêncio, em parte alimentado pelo acesso direto ou indireto ao poder, mas principalmente pelo repasse de vultuosos recursos financeiros direitos. A manutenção do monopólio e do imposto sindical obrigatório, repasses milionários para ONG’s e outras organizações como a UNE (União Nacional do Estudantes) que recebeu nos doze anos de governo petista valores que ultrapassam a casa dos setenta milhões de reais, são algumas políticas de controle exercida pelo PT sob essas organizações. 

Esse silêncio se tornou incômodo à classe média, que assistiu extasiada a inércia de iniciativa por parte destas organizações durante episódios estarrecedores como o conhecido esquema do “Mensalão”, sobre qual o poder executivo distribuía dinheiro diretamente para o bolso de líderes parlamentares em troca da aprovação de projetos no Congresso Nacional. 

Embora não tenha sido destacado pela imprensa, o fato é de que pequenos movimentos, passeatas, manifestações, com número reduzido de pessoas, desligadas de partidos e outras organizações sociais, já vinham ocorrendo com uma frequência relativamente pequena. Quem pode negar as manifestações ocorridas na época do conhecido caos aéreo ou as pontuais marchas contra a corrupção? 

Durante esses anos, a classe média já vinha ensaiando uma reação e descobriu em um intrumento novo, a possibilidade de mobilização que antes estava restrita ao monopólio das organizações sociais, a internet. O cidadão leigo, sem filiação partidária e sem participação em movimentos sociais, passou a ter voz e, o mais importante, contato entre si. 

Uma divisão, que se desnevolvia paralelamente dentro da própria esquerda política, a partir de setores internos que também estavam incomodados com a política de controle dos movimentos sociais executada pelo PT, foi estopim do movimento, mas acabou levando para as ruas aquela classe média que já não mais suportava o silêncio. 

Quando as bandeiras de partidos políticos, sindicatos e outras organizações foram vaiadas nas ruas, representantes de partidos como o PT ocuparam os microfones para denunciar o que chamaram de atitudes fascistas, da extrema direita, denunciando uma tentativa de golpe contra o governo. Todavia, apenas demonstraram que continuavam sem compreender a verdadeira mensagem, a de que o advento da internet não mais permitirá a manutenção daquele velho modelo de social-democracia patrocinada pela esquerda, dita democrática, que privilegia a estabilidade social em detrimento de efetivos avanços sociais, realizada a partir de políticas assistencialistas. 

Os manifestantes, todavia, não foram às ruas com um novo modelo para oferecer, e é o que exatamente tem deixado a classe política sem saber como responder e reagir. Os protestantes, em síntese, deixaram uma clara mensagem: o atual modelo está esgotado e não serve mais. 

O líder político que entender, de forma acurada, esse processo, ainda em curso, e oferecer este novo modelo, certamente se projetará na política nacional. A notícia preocupante é a de que até o presente momento não temos visto quaisquer líderes que tenham compreendido os fatos e apresentado outros modelos para o país. Nos resta torcer para que logo apareçam, para que esse hiato não leve o país ao caos.

Sabe quem banca as mordomias dos políticos?


Nem todos artistas são alienados

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Desacato























Por Contardo Calligaris para a Folha de São Paulo

Em 2010, quando quis marcar o dia da inspeção veicular do meu carro, já não havia mais horários. A primeira data disponível era depois do fim do prazo de minha placa.
A inspeção descobriu que meu escape estava furado. Naquele dia, a caminho do mecânico que trocaria o tubo, meu carro passou por um radar e foi multado por circular sem certificação ambiental. Isso, eu descobri quando a multa chegou.

Tudo bem, não riam de mim, é que morei muito tempo na Europa e nos EUA, mas eis o que eu fiz: escrevi uma bonita carta ao DSV, Departamento de Operação do Sistema Viário, incluindo cópia dos documentos que atestavam 1) minha passagem pela inspeção na manhã do dia da multa, 2) o resultado da inspeção, 3) minha passagem pelo mecânico no mesmo dia, 4) a inspeção final.

Expliquei que eu tinha sido multado no trajeto entre a inspeção e o mecânico que consertaria o defeito encontrado e pedi que o departamento reconsiderasse a multa.
Talvez eu merecesse a multa de qualquer forma (pelo atraso inicial), mas a questão é: você recebeu resposta? Eu, nem sequer um sinal de que alguém tinha recebido minha correspondência.

O tempo passou. Neste ano, 2013, uma vez o IPVA pago, o licenciamento demorava a chegar. Um despachante descobriu que a multa de 2010, com juros e correção monetária, tinha reaparecido e impedia que meu carro fosse licenciado.

O despachante "nunca riu tanto" quanto ao escutar a história de minha carta etc. --coisa de gringo mesmo, essa de acreditar que, naquele endereço indicado nas notificações, alguém se daria à pena de ler e responder a um cidadão.

Essa história me custou algum dinheiro, mas não fui pessoalmente nem à inspeção nem ao Detran. É minha desobediência civil de privilegiado: pago, mas não deixo o Estado abusar do que tenho de mais precioso, meu tempo.

Para o Estado, em geral, o tempo do brasileiro não vale nada, e essa desvalorização do tempo do cidadão talvez seja mais injuriosa do que as eventuais falhas nos serviços. Nos serviços, podem faltar recursos (somos pobres), mas o descaso com o tempo do cidadão é só desprezo.

O mesmo desprezo aparece no fato de que a administração brasileira carece de mecanismos para proteger o cidadão contra os abusos do poder. Nos Estados democráticos, proteger o indivíduo é uma das grandes preocupações dos legisladores.
Nos Estados totalitários (modernos e antigos) ou nos Estados de origem colonial acontece o contrário: o legislador protege a administração (o partido único, a "coletividade", o império, a corte de Lisboa, tanto faz) contra o reles súdito.

Um leitor, Bárbaro, comentando a coluna da semana passada, assinala que os brasileiros não são vítimas só de descaso, "mas de intimidação mesmo, como atestam aqueles famigerados cartazes em qualquer repartição pública alertando o pobre cidadão que o desacato a funcionário público no exercício de seu trabalho é crime" (pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa).

Talvez a reforma em curso do Código Penal acabe com o crime de desacato, que é uma pura coação do Estado contra o cidadão. Enquanto isso não acontece, proponho que, nas repartições públicas, ao lado do cartaz do desacato, seja pendurado outro, que lembre as punições para o funcionário e para o próprio Estado quando eles desacatam o cidadão que eles deveriam servir.

É uma boa ocasião, aliás, para sugerir que o termo "funcionário público" seja substituído por "servidor público". O que importa não é preencher bem uma função num governo ou numa administração: os torturadores eram ótimos funcionários da ditadura; o que importa é cumprir honradamente a tarefa de servir os cidadãos.

A ausência de canais pelos quais seja realmente possível se queixar (junto com a ideia intimidante de que a queixa pode ser entendida como desacato) são provas da necessidade de uma reforma política profunda, que mude a relação do Estado com o cidadão.

Esta é uma coisa que qualquer psicanalista e psicoterapeuta constatam e que vale no consultório e fora dele: escutar não é apenas uma condição para saber o que curar e como, escutar é tão importante quanto curar. Um governo que não escuta não terá legitimidade, mesmo que consiga curar alguns ou todos os males.

Justamente, o silêncio do DSV fez com que eu gostasse de ver, alguns dias atrás, as vidraças do Detran quebradas pelas pedras dos manifestantes.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Plebiscito é só embromação!

JOSÉ NÊUMANNE * para o Estadão

A presidente Dilma Rousseff tem feito o possível para fazer do limão das multidões contra tudo nas ruas das cidades brasileiras a mesma limonada envenenada com que seu Partido dos Trabalhadores (PT) tenta em vão engabelar o País desde 2007. Há seis anos os petistas querem moldar as instituições republicanas a seus interesses específicos e impor a suas bases no Congresso Nacional uma reforma política que favoreça, se não uma imitação tupiniquim do bolivarianismo chavista, pelo menos a garantia de sua permanência no poder. Mas a acachapante maioria no Legislativo não bastou para aprovar o que os maiorais do socialismo caboclo consideram fundamental para manter suas "boquinhas". Agora o povo foi para a rua e a chefe do governo tentou incontinenti surrupiar suas palavras de ordem para convocar uma Constituinte exclusiva, capaz de satisfazer os caprichos que a reforma constitucional não possibilitou. O óbvio golpe sujo não colou, mas ela mantém idêntica embromação em forma de consulta popular, o plebiscito.
Acontece que as multidões ocuparam as ruas para reclamar, primeiro, da elevação da tarifa do transporte público. E daí em diante, sem oposição à altura que os represente na democracia, os manifestantes passaram a protestar contra o óbvio: a inflação, a impunidade, a violência, a corrupção e, sobretudo, a péssima prestação de serviços por um Estado que cobra um absurdo de impostos. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT (ou será o contrário?), foi rechaçada a pauladas de manifestação no Rio. E ninguém no País ouviu os gritos de "fascistas" com que militantes esquerdistas tentaram abafar o clamor apartidário que abortou a tentativa de infiltrar bandeiras do partido e camisas vermelhas numa passeata na Avenida Paulista. Esses invasores obedeciam à palavra de ordem do presidente nacional petista, Rui Falcão, que queria reverter a onda contra políticos numa manifestação a favor de Dilma e seus correligionários, alvos prioritários da insatisfação generalizada.
A resposta do governo foi de um cinismo atroz. Com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante Oliva, no papel de Richelieu do Cerrado, dona Dilma pediu ao povo na rua o aval para uma reforma política de interesse exclusivo de sua grei. O PT quer lista fechada de candidatos indicados pela oligarquia partidária para furtar do eleitor o direito de escolher seu parlamentar preferido. E financiamento público exclusivo para campanha eleitoral para extorquir do bolso do contribuinte despesas de propaganda de candidatos, cada vez mais altas. O cidadão já contribui para o tal Fundo Partidário e está com as finanças exauridas de tanto patrocinar vantagens e benesses dos "pais da Pátria".
Ao fazê-lo, ela diz que está ouvindo a "voz rouca das ruas". Mas o povo quer mudar tudo e ela só dará mais do mesmo. Enquanto seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciava que aumentará a carga tributária, com que o brasileiro não suporta mais arcar, para pagar promessas feitas para dissolver as passeatas das massas, ela reuniu 37 de seus 39 ministros, quase todos recrutados das bancadas dos partidos que alicia para seu palanque para a reeleição.
Talvez ela não tenha nomeado um ministro para cuidar das redes sociais porque o 40.º à mesa lembrará certo conto das 2.001 noites. Tal referência certamente não é nada agradável enquanto Rosemary Noronha, amiguinha íntima de seu padrinho e antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, protagoniza um escândalo em que é acusada pela Polícia Federal (PF) de fazer parte de uma quadrilha que traficava influência na cúpula federal. Por que Dilma não aproveita a capacidade auditiva que nunca tinha demonstrado antes para dispensar seu ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, da condição de Maquiavel do Planalto para que ele solucione este caso e descubra quem lucrou com a tenebrosa transação da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás?
Mas ela preferiu foi se aproveitar com desfaçatez oportunista da conquista da Copa das Confederações, definindo a própria gestão, contestada em praça pública, como "padrão Felipão". Mesmo tendo o Datafolha revelado na véspera sua queda de 27 pontos porcentuais e a constatação de que já não ganharia a reeleição no primeiro turno. Em vez de reunir o Ministério, cujo número a incapacita de conversar com um por um, ela deveria tê-lo reduzido a 12, número fixado por Jesus Cristo como ideal para uma equipe administrável. Mas como esperar isso de quem convoca governadores, prefeitos, sindicalistas, gays e lésbicas para que a escutem, e não para ouvi-los?
Pelos decibéis de suas broncas em subordinados, que contrastam com o papel de boneco de Olinda (só que falante!) que ela desempenha em pronunciamentos públicos convocados para embromar os cidadãos, que trata como súditos, Dilma deve ter muita dificuldade em ouvir a própria voz. Quanto mais a dos interlocutores que convoca para... escutá-la! Seus berros de "otoridade", porém, não impedirão que os clamores da rua cheguem às casas dos brasileiros. A queda vertiginosa nas pesquisas deixa claro que as favas para a reeleição já não são contadas e, se ainda é cedo para prever sua eventual derrota no pleito, não custa lembrar que a galáxia de adesões obtidas com a barganha de cargos por apoio parlamentar pode encolher com os índices de prestígio.
De fato, seu antecessor e padrinho Lula caiu para 28 pontos (dois menos do que ela agora) na pesquisa Datafolha feita à época em que o mensalão foi denunciado e, ainda assim, se reelegeu. Só que agora o julgamento desse escândalo no Supremo Tribunal Federal STF) e a condenação de seus companheiros Dirceu e Genoino deram à Nação a certeza de que seu partido em nada contribuiu para reduzir a corrupção no País. E se ela continuar condescendendo com a inflação e a impunidade, os cidadãos poderão sair de suas casas e das ruas para votar contra a perenização do status quo que os deixa indignados.
* JOSÉ NÊUMANNE É JORNALISTA, POETA E ESCRITOR.

VERGONHA !!! Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB) usa avião da FAB para levar noiva e parentes ao Maracanã no domingo para assistir Brasil x Espanha. Todos se divertiram muito, até fotos postaram na internet, tudo com a grana do povo...


Depois os políticos não entendem por que o povo está nas ruas protestando, reclamando, e alguns até cometendo exageros.

O cidadão quando comete um exagero ao protestar é vândalo,e o Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves,  quando usa a grana do povo, digo, avião da FAB para levar noiva e cia para ver o jogo no Maracanã, o que ele é ou comete ?

Por isso que eu digo, o povo ainda tem muito que sair nas ruas, os protestos ainda nem começaram, prova disso é que  o Presidente Henrique Eduardo Alves está nem aí !!!

Se o Brasil fosse um país sério, ele rodava na hora, teria no mínimo que renunciar, e aí ? 

Uma boa pauta FORA RENAN CALHEIROS E HENRIQUE EDUARDO ALVES !!!


Foto Henrique Eduardo Alves
 

Folha de SP:


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo. 

Um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo. 

Ao pedir o avião, Alves informou que 14 passageiros poderiam viajar. Pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta. 

Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil. 

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades. Eles postaram fotos em redes sociais de dentro do estádio. No Twitter, Alves comemorou: "BRASIL, seleção nota 10! E a torcida tb, nota 10! O campeão voltou!!" 

Sua noiva também: "O campeão voltou... Rouquidão de hoje compensada". 

Se tivessem que pagar pela viagem de Natal ao Rio, ida e volta, cada passageiro gastaria pelo menos R$ 1,5 mil. 

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". 

O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades. 

Não constava na agenda de Alves, divulgada no site da Câmara, nenhum compromisso oficial no fim de semana. Ele disse, por meio da assessoria, que "solicitou" o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), no sábado. 

"Como havia disponibilidade de espaço na aeronave, familiares acompanharam o presidente em seu deslocamento", disse. A reunião não foi informada pela Câmara. 

A assessoria de Paes enviou à Folha a agenda oficial dele no sábado. Não há menção a Alves. Os dois almoçaram num restaurante, junto com Aécio Neves (PSDB-MG). 

Em Brasília, milhares de manifestantes pedem a prisão de Dirceu

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O silêncio de Lula e o caso Rosemary Noronha


































Hoje completa 217 dias de absoluto silêncio de Lula sobre as suas relações com a “amiga íntima” Rosemary Noronha. Em dezembro Marco Antonio Villa solicitou que o ex-presidente falasse publicamente sobre o caso. Silêncio total. Será que algum jornalista, quando tiver oportunidade, pois Lula está fugindo da imprensa desde novembro de 2012, vai perguntar sobre as relações dele com sua “amiga íntima”?

O escândalo da refinaria de Pasadena – Ministério Público investigará Petrobras por evasão de divisas e peculato

Por Reinaldo Azevedo
 
Lembram-se da compra escandalosa de uma refinaria em Pasadena, nos EUA, realizada pela Petrobras? Tudo se deu na gestão de José Sérgio Grabrielli, petista graúdo, hoje secretário de Planejamento da Bahia e pré-candidato ao governo de Estado. Depois de tudo devidamente analisado, o Ministério Público Federal decidiu investigar a empresa por suspeita de… evasão de divisas. Leiam o que informa a VEJA.com:
O Ministério Público Federal (MPF) no Estado do Rio de Janeiro instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar infrações na compra da refinaria de Pasadena (Texas, EUA) pela Petrobras. A portaria fala em possível evasão de divisas e peculato, por indício de superfaturamento.
A presidente da Petrobras, Graça Foster, foi intimada a depor. Também foram intimados dirigentes que estavam no comando da companhia na época em que o negócio foi feito: o ex-presidente José Sergio Gabrielli, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o ex-diretor de Internacional, Nestor Cerveró.
A portaria é assinada pelo procurador da República Orlando Monteiro Espíndola da Cunha. O procurador também pede uma série de documentos à companhia, incluindo os contratos com a Odebrecht Engenharia Industrial, que contemplam serviços em Pasadena. Após uma auditoria interna, a Petrobras cortou 43% do valor do contrato de 840 milhões de dólares fechado com a Odebrecht na gestão de Gabrielli. Ele previa a prestação de serviços para a petroleira em dez países. Serão apurados tanto o acordo com a construtora quanto a aquisição de Pasadena por valor acima do de mercado.
O MPF diz que o fato de a Petrobras ter desembolsado 1,18 bilhão de dólares para a compra de uma refinaria que, há oito anos, custou à sua ex-sócia 42,5 milhões de dólares “revela possível compra superfaturada de ações pela Petrobras”. E que o teor da representação oferecida ao MPF neste ano pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União relata “ocorrência de fatos capazes de configurar (possível) delito de evasão de divisas”.
“Se houve superfaturamento, tem de ficar esclarecido, assim como o motivo”, disse Espíndola. “Em tese, dirigentes que participaram podem ter se beneficiado”. A investigação pode acarretar uma denúncia à Justiça Federal. Peculato é o crime em que se enquadra desvio de recursos por funcionários públicos. Evasão de divisas é crime contra o sistema financeiro, passível de prisão.
O episódio também é investigado, paralelamente, pela secretaria do Tribunal de Contas da União (TCU) no Rio – e está sob relatoria do ministro José Jorge, em Brasília. O caso chegou ao ministro do TCU e ao Ministério Público após investigação e representação feita pelo procurador Marinus Marsico.
Depois de encerrado seu relatório, Marsico considera que a transação em torno da refinaria foi “um fracasso retumbante” e que o melhor seria a Petrobras assumir o prejuízo, em vez de investir ainda mais na refinaria. Graça decidiu tentar, com investimentos adicionais, de montante não revelado, recuperar o valor da planta antes de vendê-la.
“Continuo acompanhando o caso. Se for surpreendido com novos indícios (que indiquem prejuízo ao patrimônio público), estudarei a viabilidade de interpor medida cautelar no TCU para que tal fato não ocorra, em defesa da União, principal acionista”, disse Marsico, procurador do MP junto ao TCU. Procurada, a Petrobras não se manifestou a respeito.

E quem é que vai falar p/ o Lula?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestantes queimam bandeira do PT durante protesto





















Foto: Daniel Teixeira / Estadão

Comentário deste blog:

Quem nos acompanha sabe o quanto prezamos pelas liberdades, especialmente a liberdade de expressão. E por uma questão de bom senso e em respeito ao Estado de Direito, somos radicalmente contra a violência e o vandalismo, entretanto, favoráveis às manifestações, desde que pacíficas.

Ocorre que há uma clara tentativa de transformar "oportunismo" em "liberdade de expressão".

É notável nesse momento a militância dos partidos tentando se aproveitar da situação para levantar suas bandeiras. Isso é legal, é democrático, mas é imoral.

Esses mesmos partidos políticos que nada fizeram contra a corrupção e impunidade querem vir agora integrar os protestos, como se não tivessem nenhuma responsabilidade com o descontentamento geral.

É uma atitude inclusive burra, pois afronta os manifestantes, desrespeita quem foi para as ruas exatamente por não se ver representando na classe política atual.

No Facebook, o meio onde as ideias se propagam, a confusão é geral conforme bem relatou um usuário:

"O feed do facebook e as conversas de corredor mostram: 'direita' com medo da 'esquerda' estar armando. 'esquerda' com medo da 'direita' estar armando. (Pode substituir por 'progressistas' e 'reacionários'). 'Apartidários' que têm certeza que os 'partidários' estão armando. E 'partidários' que têm certeza que os 'apartidários' são 'partidários' que estão armando. E 'a Globo' está armando, pois fala pouco e 'a Globo' está armando, pois fala demais. A 'polícia' está armando porque faz vista grossa para os vândalos e a polícia está armando porque é violenta demais. Todos conspiram e conspirando, parecem realizar as profecias dos demais...

As pessoas estão nas ruas pelos motivos mais diversos (tem até quem queira só micaretar), com cartazes vários e ignorâncias mil e ainda acreditam em coletivismos e planejamento central (de fato, pelo conteúdo dos cartazes, a maior parte acredita mesmo). Mas coletivos não agem uniformemente, nem a informação é perfeita para ninguém. Quem ganhar vai ter sido, no máximo, um extraordinário oportunista, não um grande planejador."

Ou seja, o oportunismo vai sofrer sim hostilidade. O PT, PSTU, PCO, PSDB, DEM, a CUT, a Força Sindical, a UNE  não são bem vindos pois eles são exatamente os alvos dos protestos.

Gol de placa

Já circula no Facebook


Apesar de não acreditarmos em "salvador da pátria"....

Circula pelo Instagram

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tomara que seja...


Vai vendo...


Sobre os Protestos no Brasil

A gota d'água

Por Flavio Morgenstern

Foi a gota d'água na garganta do brasileiro! Agora que o foco é qualquer coisa, "o gigante acordou"!

A verdade é que eu nem pisco pra 50 mil homicídios por ano, quando a caracterização de guerra civil é em 10 mil. Eu tolero R$ 1,5 trilhão em impostos também por ano ano, o que nos deixa mais ou menos com 30 fodendo MILHÕES de reais para evitar CADA homicídio nesse país.

Eu tolero mensalão, PEC 37, transformar o STF em escritório de advocacia do PT (Toffoli, Lewandowski, Rosa Weber e Barroso lá nem fazem diferença, mesmo). Eu tolero o salariozinho de merda até de deputado que não é corrupto.

Eu agüento no rabo impávido e colosso que tudo o que custa US$ 10 na América aqui saia pela bagatela de 80 mangos, mas é tudo para proteger os pobres e fazer distribuição de renda com impostos, porque certamente estamos diminuindo muito a desigualdade social fazendo com que só rico possa ter carro importado, enquanto o pobre tem de usar ônibus cartelizado pelas únicas empresas cupinchas da prefeitura (ou seja, do prefeito), financiando ainda mais os bolsos do Estado.

Aliás, também tô cagando e andando um torosso federal pro preço da gasolina, mais cara da América Latrina e uma das mais caras do planeta. Isso tudo porque eu amo a Petrobras e engulo ao invés de cuspir a litania de que ela é "do povo", ainda mais pra dar uma rouanetada e projetar a "cultura", porque gente é o que inspira a gente (mas só quem se favorece é grande "artista" – o petróleo não é nosso, é do Tico Santa Cruz e da Maria Bethânia), mesmo que, quando eu vá no posto, dizer que o petróleo é meu só faz o frentista me mandar alargar meu anel rugoso.

E meu hímen complacente também agüenta fundo que esfarelem qualquer proteção que o indivíduo tenha contra o governo, que aceitem cortes internacionais aumentando o poder com uns vizinhos maravilhosamente democráticos como os nossos, porque sei que o comunismo já era, e assim que caiu o Muro, 100% dos que acreditam em Marx no mundo se convenceram de que aumentar o poder do Estado não vale a pena da noite para o dia.

Sobretudo, eu suporto no cangote sem chiar que nossa cultura não mereça senão as duas primeiras letras, que sejamos o único país no planeta em que a literatura não espelhe em nada a realidade atual, que tudo o que se diga seja sobre a ditadura militar, que os estadunidenses malvados estão nos manipulando e tudo se resolverá com mais educação, mesmo que eu não saiba o que cazzo se ensina numa faculdade de pedagogia.

E eu não movo uma palha contra gente concentrando o poder e me obrigando a trabalhar até maio todo ano para financiar suas mordomias e têm passagens semanais pagas porque ninguém agüenta viver na soviética Brasília, enquanto uma viagem de avião custa o preço de um rim em aeroportos que só não causam mais acidentes por milagres, e mesmo quando matam centenas de pessoas de uma vez enquanto jornais governistas dizem para mim no dia seguinte que a pista estava em ótimas condições, eu só vejo nisso um motivo para falar "chupa, Jornal Nacional!"

E o que são 60 mil mortes no trânsito por ano, senão acidentes de percurso? O que é a inflação, senão um fato da vida, que um governante nunca, sob nenhuma hipótese, iria causar para financiar seus gastos luxuosos sem precisar aumentar impostos, e depois pedir voto dizendo que a inflação tá difícil de controlar, mas vamos vencer esse mal terrível fazendo o dinheiro do pobre valer menos que papel higiênico usado? Eu nem sei que o preço do tomate aumentou 150% em um mês, porque minha consciência política é de poder popular de Vila Madalena, e nunca fiz feira uma única vez na vida.

E estou me lixando para termos uma maioridade penal cabível talvez no Paraíso muçulmano enquanto assassinam 3 pessoas incendiadas porque elas não tinham dinheiro o suficiente e ainda compro uma verborréia mela-cueca de que a culpa dos assaltos é dos assaltados, invertendo sempre sujeito e objeto e culpando a classe média e outras generalidades da qual eu mesmo faço parte. Isso dá para suportar numa boa, afinal, querer mudar isso é coisa de fascista extremista.

Mas aí aumentam o preço da passagem de ônibus em R$ 0,20 e o PSTU organiza um protesto, toma um spray da PM depois de explodir uma bomba no metrô e vandalizar a cidade inteira e agora está todo mundo contra tudo isso que está aí.

Aí não deu para agüentar. Foi a gota d'água. O gigante agora acordou e vou protestar exatamente quando o PSTU me mandar, porque minha consciência política vai mudar o mundo e os governantes vão finalmente me temer.

Agora é muito mais do que R$ 0,20 centavos e serei completamente apartidário, porque sei colocar a importância das coisas em perspectiva. Foi a gota d'água.

Protestar sim, mas pelas causas certas!


Será que acordou mesmo?


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lula completa 200 dias de silêncio sobre o caso Rose. Inspirada no recorde, a coluna lança uma camiseta e reapresenta a aula de Marco Antonio Villa na TV Cultura

Coluna do Augusto Nunes para Veja


Nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula completou 200 dias de silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rosemary Noronha. Para festejar o recorde e refrescar a memória do país, a coluna decidiu encomendar ao cartunista Boopo uma camiseta ilustrada pelo casal e reapresentar o vídeo que documentou a aula magna do historiador Marco Antonio Villa no Jornal da Cultura de 14 de dezembro de 2012.
Lula acha que, como tantas outras, também as patifarias ocorridas no escritório da Presidência em São Paulo serão esquecidas. Engana-se, reitera a reportagem publicada nesta terça-feira pelo Globo. O Ministério Público Federal cobra informações que o Palácio do Planalto tenta varrer para baixo do tapete. E o Brasil que presta vai continuar exigindo que o galã da Ópera dos Vigaristas deixe de fingir que mal conhece a quadrilheira que promoveu a segunda-dama.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Empréstimos Secretos para Cuba e Angola que somam os US$ 2,17 bilhões



O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, tornou secretos os documentos sobre os financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e Angola. Com a decisão, o conteúdo dos papéis só poderá ser divulgado em 2027.

O ministro justificou o sigilo afirmando que os documentos envolvem informações estratégicas de operações custeadas pelo governo e dados "cobertos por sigilo comercial". Somente no ano passado, o BNDES desembolsou US$ 875 milhões em financiamento de exportações de bens e serviços brasileiros para Cuba e Angola. Em 2012, o BNDES também financiou operações para 15 países, no valor total de US$ 2,17 bilhões, mas apenas os casos de Cuba e Angola foram considerados secretos.

Os atos que conferem sigilo aos documentos foram assinados por Pimentel em junho de 2012, um mês após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor.

As únicas pistas sobre o dinheiro estão em informações públicas e declarações da presidente Dilma. Em janeiro, durante uma visita a Havana, Dilma disse que o Brasil bancava boa parte da construção do Porto de Marie, há 40 km da capital. A obra é executada pela empreiteira Odebrecht.

Já em Angola, em 2011, Dilma afirmou que "os mais de US$ 3 bilhões disponibilizados pelo Brasil fazem de Angola o maior beneficiário de créditos no âmbito do Fundo de Garantias de Exportações" do BNDES.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A defesa da classe média

Rodrigo Constantino para O Globo, 28 de maio de 2013

Todos vimos, chocados, uma turba ensandecida invadindo agências da Caixa em diferentes estados, após rumores de suspensão do pagamento do Bolsa Família. Impressionou o fato de que a maioria ali era bem nutrida, em perfeitas condições de trabalho em um país com pleno emprego.
Uma  das beneficiadas pelo programa, em entrevista, reclamou que a quantia não era suficiente para comprar uma calça para sua filha de 16 anos. O  valor da calça: trezentos reais! Talvez seja parte do conceito de ”justiça social” da esquerda progressista garantir que adolescentes tenham roupas  de grife para bailes funk.
Não quero, naturalmente, alegar que todos aqueles agraciados pelas benesses estatais não precisam delas. Ainda há muita pobreza no Brasil, ao  contrário do que o próprio governo diz, manipulando os dados. Mas essa pobreza tem forte ligação com esse modelo de governo inchado,  intervencionista e paternalista.
O melhor programa social que existe chama-se emprego. Ele garante dignidade ao ser humano, ao contrário de esmolas estatais, que criam uma perigosa dependência. Para gerar melhores empregos, precisamos de menos burocracia, menos gastos públicos e impostos, mais flexibilidade nas leis trabalhistas, mais  concorrência de livre mercado e um sistema melhor de educação (não confundir com jogar mais dinheiro público nesse modelo atual).
O ex- presidente Lula criticava, quando era oposição, o “voto de cabresto”, a compra de eleitores por meio de migalhas, esquema típico do coronelismo nordestino. Quão diferente é o Bolsa Família, que já contempla dezenas de milhões de pessoas, sem uma estratégia de saída? Um programa que  comemora o crescimento do número de dependentes! O leitor vê tanta diferença assim?
A presidente Dilma disse que quem espalhou os boatos era ”desumano”, “criminoso”, e garantiu que o programa era ”definitivo”, para “sempre”. Isso diz muito. “Nada é tão permanente quanto uma medida temporária de governo”, sabia Milton Friedman. Não custa lembrar que o próprio PT costuma apelar para o ”terrorismo eleitoral” em época de eleição, espalhando rumores de que a oposição pode encerrar o programa. Desumano?  Criminoso?
Depois que o governo cria privilégios concentrados, com custos dispersos, quem tem coragem de ir contra? Seria suicídio político. Por isso ninguém toca no assunto, ninguém vem a público dizer o óbvio: essas esmolas prejudicam nossa democracia e não tiram essas pessoas da pobreza. As esmolas estimulam a preguiça, a passividade e a informalidade. Por que correr atrás quando o “papai” governo dá mesada?
O agravante disso  tudo é que os recursos do governo não caem do céu. Para bancar as esmolas, tanto para os mais pobres como para os grandes empresários favorecidos pelo BNDES, o governo avança sobre a classe média. É esta que paga o preço mais alto desse modelo perverso. Ela tem seu couro esfolado para sustentar um estado paquidérmico e “benevolente”.
Para adicionar insulto à injúria, não recebe nada em troca. Paga impostos  escandinavos para serviços africanos. Conta com escolas públicas terríveis, antros de doutrinação marxista. Os hospitais públicos também são péssimos. A infraestrutura e os meios de transporte são caóticos. A insegurança é total. Acabamos tendo que pagar tudo em dobro, fugindo para o  setor privado, sempre mais eficiente.
Como se não bastasse tanto descaso, ainda somos  obrigados a ver uma das representantes da esquerda, a filósofa Marilena Chauí, soltando sua verborragia em evento de lançamento de livro sobre  Lula e Dilma. Chauí, aquela que diz que o mundo se ilumina quando Lula abre a boca, declarou na ocasião: “A classe média é um atraso de vida. A  classe média é estupidez, é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista.”
É fácil dizer isso quando ganha um  belo salário na USP, pago pela classe média. Chauí não dá nome aos bois, pois é mais fácil tripudiar de uma abstração de classe. Mas não nos  enganemos: a classe média que ela odeia somos nós, aqueles que simplesmente pretendem trabalhar e melhorar de vida, ter mais conforto  material, em vez de se engajar em luta ideológica em nome dos proletários, representados pelos ricos petistas.
Pergunto: quem vai olhar por nós? Que partido representa a classe média? Com certeza, não é a esquerda das esmolas estatais bancadas com nosso suor, que depois ainda vem declarar todo seu ódio a quem paga a fatura.
Perdemos dois ícones da imprensa independente: Dr. Ruy Mesquita e  Roberto Civita. Que a chama da liberdade de imprensa continue acesa!

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Entenda o contexto:





segunda-feira, 20 de maio de 2013

Marilena Chaui e o grito primordial: “Eu ODEIO a classe média!”




A filósofa petista incita o ódio de classe pois sabe que a classe média se ofende ao ser associada com fascismo e outras coisas que repugna profundamente.

Talvez a maior dificuldade da filosofia seja encontrar termos precisos, que ao menos com alguma acuidade tratem de espelhar a realidade com certa precisão e limites discerníveis. É muito comum um filósofo competente perder-se em seus próprios termos abstratos, abandonando qualquer compromisso com a dureza dos fatos concretos.
É o caso de um grande mestre da lógica como Bertrand Russell e seu mais famoso discípulo, Ludwig Wittgenstein. Ambos eram artífices da mais pura lógica matemática. Suas contribuições ao pensamento factual, entretanto, são tão platiformes que o último inicia seumagnum opus encontrando dificuldade em aceitar o fato de haver mais palavras do que coisas no mundo, crendo então ser um paradoxo o fato de todas as palavras estarem num mundo feito de coisas.
A professora de filosofia petista da USP Marilena Chaui, que possui alguma competência na exegese de filósofos há muito observadores do sol de outros mundos, é famosa por sua visão marxista de conceitos, palavras e categorias. É uma manipuladora competente de termos com grande carga psicológica para sua platéia.
Leia mais em: Implicante