sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O TEMPO

A farra na Petrobras continua
Por Vittorio Madioli, publicado em 17/12/2009

O governo, acionando seu rolo compressor, não deixou que se investigasse o "mensalão", aquele que revelou ao país a outra face vampiresca do poder. Para ocultar as responsabilidades que, inevitavelmente, levariam o próprio presidente Lula a trilhar os mesmos caminhos desbravados por Fernando Collor de Mello, acabou por se banalizar o "crime", vendendo-se versões desbaratadas de ética.

Não bastasse a omissão desavergonhada do Congresso, maior responsável pela operação de salvação dos náufragos do "mensalão", o presidente reforçou o clima de desmoralização institucional, acolhendo às sombras do Palácio do Planalto a escória política do país. Bem às claras, os envolvidos até o pescoço nas mazelas subiram a rampa e receberam afagos e palavras de solidariedade.


Apesar dos desvios, apropriações e bandalheiras mais exóticas que ocorreram com o "Valerioduto", o momento inspirou e apressou alianças com oligarcas, coronéis, figuras corroídas pelas lambanças de recursos públicos e tudo que representasse um voto a mais no Congresso.
O que se podia esperar? Um Estado incapaz de impor a moralidade, já que a sua tinha sido rifada para não afundar.


Pesou bastante a omissão dos pseudoéticos, que hoje desfilam e gritam à procura da cassação de José Roberto Arruda. Fundamentais na degola de Collor, já vacinados e emancipados, ficaram mudos quando era a vez de pedir justiça no escândalo do "mensalão" de Lula. Quem os analisa com um grão de cuidado os vê como farsantes, antes de cidadãos revoltados.


Bem por essas atitudes, que autorizam a bandidagem de uma cor e execram da outra, o Brasil tem muito a temer para o futuro. Tenta-se se livrar do adversário, não do mal mortífero da corrupção, da improbidade, da prevaricação. Parece que a virtude não está mais no respeito aos princípios morais, mas na capacidade de dissimular o pecado.


Carecem os bons exemplos e sobram os péssimos.

Exatamente nesse contexto, encerrou-se com um "nada consta" a CPI da Petrobras na terça-feira, verdadeira farsa que permitiu a continuação de tudo que tem de errado dentro dela. Nem desvios de centenas de milhões revelados pelo TCU nas obras em curso nem as provas exuberantes à disposição dos parlamentares fizeram que a investigação arranhasse a corrupção que há na estatal. Aliás, essa oportunidade deve até consolidar os esquemas existentes e dar-lhes mais força.

Fonte: Jornal O Tempo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

SAIU NO CRÔNICA POLÍTICA
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Já comeu seu brioche de escargot hoje?
por Heitor Diniz
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Caro leitor, você já se deliciou com iguarias como queijo aperitivo brie com geleia de damasco? Ou, quem sabe, caranguejo em panela de fondue servido em tartaletes? Ou, talvez, pernil ao molho dourado acompanhado de pães finos à base de leite, centeio e beterraba...? E o tal brioche de escargot?

Não, o CRÔNICA POLÍTICA não ficou rico, nem passou a frequentar restaurantes finos. Isso aí (e muito mais) é pago com dinheiro público mesmo. Dinheiro de imposto. Sim, imposto. Aquilo que, segundo o impostômetro desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), bateu na última segunda-feira a marca de R$ 1 trilhão. Ou, se preferir, R$ 1.000.000.000.000,00. E subindo.

Sobre o cardápio no início do texto, ele consta do edital do pregão eletrônico 50/2009, realizado pelo Tribunal de Justiça do Ceará em agosto último, para a contratação de serviços de bufê em coqueteis, coffe-breaks, almoços casuais e almoços e jantares finos do próprio tribunal.

E veja só quais os valores máximos que o edital permite para cada refeição (ou seria banquete?): R$ 31,00 por pessoa em coqueteis, R$ 34,00 em lanches e coffe-breaks, R$ 56,00 em almoços casuais e R$ 67,00 em almoços e jantares finos. Reiterando: isso é POR PESSOA.

Ou você, pagador de imposto inveterado, não almoça casualmente com R$ 56,00?

Tão curioso quanto quase tudo neste universo das contas públicas é uma quase cínica citação no texto do edital: "Os recursos financeiros correrão por conta do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Judiciário, tendo como Fonte os recursos próprios (...)".

Reaparalhamento? Modernização?? Recursos próprios???

As interrogações não terminam. A fome, neste caso, sim. E com muito requinte.

Quer ver o cardápio completo? Acesse:

http://www.tjce.jus.br/licitacoes/mostraAnexo.asp?sqa=1509

Fonte: Crônica Política

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

RODRIGO CONSTANTINO COMENTA
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A arrecadação imoral de R$ 1 trilhão de reais em impostos pelo governo
Registrada na data de ontem, 14 de dezembro no impostômetro.


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Fonte: Rodrigo Constantino

sábado, 5 de dezembro de 2009

O TEMPO
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O golpe das tarifas
A omissão dos governantes é imperdoável. Soa nitidamente como confissão de responsabilidade.
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Não foram R$ 7 bilhões, mas R$ 40 bilhões, segundo técnicos da CPI das Tarifas Elétricas, os excessos de cobranças sobre as contas dos usuários de 2002 a 2009. O valor estratosférico se apresenta assim como a maior apropriação indébita ocorrida no Brasil desde que Álvares Cabral pisou nas praias de Porto Seguro.
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Deveria, portanto, haver o máximo rigor na apuração. Até se justificaria uma busca preventiva imediata de documentos e de arquivos nas residências e escritórios dos envolvidos, como fizeram com Maluf e outros tantos. O relatório final da CPI, debaixo de uma casca sutil de indignação, retirou da lista dos suspeitos, por intervenção do governo, cerca de 20 dirigentes da Aneel e o próprio presidente da agência, Nelson Hubner.
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Dependendo do relatório da CPI, pouco vai acontecer e, se depender do chefe da nação, tão solícito nas críticas a qualquer mosquito que levante o voo, absolutamente nada acontecerá. O texto inicial do relatório até que previa o indiciamento daquela que poderia passar à história como a quadrilha mais bem organizada do país, mas nela se contam apenas felizardos muito bem apadrinhados; e, se mexer com eles, poderia explodir uma bomba tão potente a ponto de machucar muitas cabeças coroadas da República.
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Cargos em agências governamentais são disputados a tapa e foices no escuro. Passam pela aprovação do presidente e são, sem dúvida, as moedas mais valiosas no submundo da politicagem. Nascidas para atender a uma nobre finalidade, hoje servem para comprar apoios no Congresso Nacional ou para atender a fome dos companheiros.
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Os nomeados em agências deixaram de sê-lo pela capacidade técnica, pela especialização e pelo notório saber. O que conta é o "padrinho", e na Aneel tem que ser padrinho dos fortes.O "erro tarifário" da Aneel, que rendeu um butim de R$ 40 bilhões, mostra a importância dos cargos que oferece. Em sete anos, as concessionárias tiraram de seus usuários, apenas com uma "inocente" malandragem, valores que permitiriam construir quatro usinas de Itaipu e deixar o país ao reparo de apagões até 2050.
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Se nesse caso não for necessária uma investigação minuciosa da Polícia Federal, a mobilização do Congresso Nacional, do Judiciário e do TCU, não o será para mais nada. Collor, quando presidente, caiu por um carro Elba. Nesse caso, desapareceram 2 milhões de carros Elba.
A Presidência da República, guardiã do país, deveria se focar com toda a disposição nesse assunto, infinitamente mais importante do que um terrorista italiano ou um caudilho hondurenho com chapéu de cowboy. Trata-se ainda de devolver urgentemente ao povo seu suado dinheiro, que lhe foi surrupiado com aquiescência da Aneel.

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Os R$ 40 bilhões, por outro foco, representam três anos de benefícios do Bolsa Família. Tira-se assim de um lado com contas de luz, água, esgoto, transporte público, gás de cozinha, taxas de toda espécie e combustíveis para devolver-se do outro, provavelmente com saldo negativo. A omissão e o silêncio dos governantes, no caso Aneel, são inexplicáveis, imperdoáveis. Soam nitidamente como confissão de responsabilidade.
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É uma vergonha.
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Vittorio Medioli - vittorio.medioli@otempo.com.br
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fonte: Jornal O Tempo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A ORAÇÃO DO MENSALÃO 2

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A saga dos ladrões continua!

Enquanto quem tem vergonha na cara, ora para corrupção acabar, alguns oram para agradecer a corrupção e a impunidade...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


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Mahmoud Ahmadinejad
Mais um míope que odeia o capitalismo, a democracia e a liberdade
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É incrível a habilidade da diplomacia brasileira em apoiar ditadores, tais como o sudanês Omar al-Bashir, que tem uma ordem de captura internacional por crimes contra a Humanidade, o ditador líbio Muamar Kadafi e agora, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad em visita ao Brasil, reeleito num pleito sob suspeita de fraude. O absurdo argumento usado por Ahmadinejad de que o Irã é uma cultura milenar não pode ser aceito para justificar a opressão, a pesada censura na sociedade iraniana, negar o holocausto, a existência do Estado de Israel, dentre outros conceitos absurdos que não seriam aceitos nem na era medieval.
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O presidente norte-americano Barack Obama, em recente visita à China, ao menos teve a coragem de criticar a falta de liberdade naquela nação. Parece que por aqui, qualquer um que condene o capitalismo ganha o apoio imediato do governo brasileiro.
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Além das estreitas relações com o regime dos irmãos Castros, com o ditador antiamericanista Hugo Chávez, com os bolivarianos Evo Morales, Rafael Corrêa e Cristina Kirshner e a eminente concessão de anistia ao assassino italiano Cesare Battisti, só falta ao Brasil para completar a trupe dos notáveis inimigos da liberdade, demonstrar apoio e concordância de idéias ao perturbado ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-il.
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Enquanto as mazelas dos países em desenvolvimento são justificadas pela paranóica exploração dos países desenvolvidos, vamos nós, ao invés de aprender com a democracia, meritocracia e livre mercado que fizeram prosperar Espanha, Cingapura, Irlanda, Nova Zelândia, Chile, dentre tantos outros bons exemplos... Vamos nós apoiar e levantar bandeiras antiamericanistas, xenófobas e carregadas de rancor, nefasto coletivismo e repúdio às liberdades individuais.
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Ao analisar a equivocada postura das relações internacionais do governo brasileiro, em paralelo à obra "O Caminho da Servidão", de Hayek escrita em 1944 parece que a mesma foi escrita para os dias de hoje. Os erros do passado que fizeram necessária a construção do muro de Berlim, são os mesmos erros que estão sendo cometidos hoje, em pleno ano de 2009.
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O que nos resta é o compromisso com a difusão dos valores democráticos, de liberdade e respeito máximo a menor minoria de todas: o indivíduo. Por isso, como pode Ahmadinejad condenar o capitalismo se o próprio não respeita nem seu próprio povo? Essa pergunta nunca será respondida, pois provavelmente seria censurada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


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PUBLICADO NO GLOBO
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'Bolsa Celular': alô, alguém acredita nisso?'
Artigo do leitor Silvio Teles
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Venhamos e convenhamos, o populismo do presidente Lula está indo longe demais. Demasiadamente criticado pelo "Bolsa Família" que, se por um lado tem mudado a face da economia do Nordeste - dando-lhe, maior dinamicidade em virtude do fator consumo -, por outro tem aprisionado o povo ao comodismo de uma renda atrelada a uma condição não produtiva nem educacional - o que perpetua a miserabilidade e a dependência -, Lula e sua equipe pensam agora na concessão, para as 11 milhões famílias do Bolsa Família, de um novo benefício: o Bolsa Celular.
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Essa novidade - que mais parece uma piada - está sendo planejada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele afirmou já ter entrado em contato com algumas empresas de telefonia móvel. A idéia é conceder às famílias das classes D e E um telefone celular com R$ 7 (sete reais) mensais de crédito, tudo de graça. As empresas fariam isso e, em troca, não seriam taxadas pelo Fundo de Fiscalização das Telecomunicações, imposto devido sempre que uma empresa incorpora um celular à sua rede. Ou seja, o governo abriria mão de uma receita que, em dois anos, pode somar R$ 2 bilhões. Logicamente, por fora, devem estar sendo acertados os valores das "doações" para a campanha de 2010.
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Sinceramente, não falta mais nada no Brasil. Como já estamos num patamar excelente de saúde, educação e segurança pública, vale mesmo a pena pensar num projeto social como esse "Bolsa Celular". Já que ninguém morre no Brasil por falta de saneamento básico, pelo desabamento de barracos em morros e encostas, já que não temos mais vitimados por doenças medievais como dengue ou diarreia, não há mais filas nos postos de saúde, ninguém mais morre de fome, nem de sede ou desnutrição, e como não há mais crianças nos semáforos, vá lá, Lula, apoiamos o seu "Bolsa Celular".
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Digo mais, presidente: agora que o senhor não sabe mais o que fazer com o nosso dinheiro, eis algumas sugestões: que tal uma "Bolsa Chapinha" para ajudar no visual? Seria muito legal também uma "Bolsa Massageador" pAra tirar o estresse, não acha? No verão, uma "Bolsa Profiteróles"! E uma "Bolsa Playstation 3" para a garotada! Outra que vai "bombar" é a "Bolsa Academia". Ah! Como pode haver sedentarismo, que tal uma "Bolsa Spa", para impedir a obesidade? Agora, se o senhor quer mesmo eleger a Dilma Rousseff, um conselho: crie a "Bolsa 51"! Uma boa idéia, não é? Com a caninha, o senhor "poca" qualquer urna!
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Sabe, presidente, eu até estou pensando em deixar meus empregos e me incluir na classe E. Parece ser mais vantajoso... Pense comigo: lá não vou precisar trabalhar, nem estudar, nem fazer nada para ganhar, do senhor, quase tudo: casa, comida, roupa, assistência médica e funerária e, agora, até celular! Para que acordar cedo, enfrentar o trânsito caótico, trabalhar penosamente o dia todo, aguentando o chefe mal-humorado e, no fim do dia, ainda quebrar a cabeça na faculdade? É melhor ficar em casa ou no boteco, gastando o que receberei do senhor...
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Por fim, presidente, para um operário, trabalhador e torneiro mecânico (como o senhor faz questão de dizer que foi), bem que vossa excelência gosta de dar moleza ao povo. Mas parece que somente aos desocupados. Porque, para quem trabalha, o transporte público falece e os impostos sufocam. Para quem estuda, as escolas públicas sucumbem. Até a restituição do IR está atrasada. Para quem produz e toca o Brasil para frente, não tem moleza, nem celular de graça. Mas o senhor é inteligente: é mais fácil, mesmo, manter o cabresto e garantir o voto de quem depende exclusivamente da sua bondade. Além do mais, senhor presidente, essa política de premiar o ócio é a sua cara, companheiro! Alô?
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Fonte:
O Globo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ARTIGO NO ZERO HORA
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O desafio das democracias
por Felipe Quintana da Rosa
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Temos presenciado sucessivas ações de governantes latino-americanos em favor de reeleições consecutivas, ou até mesmo indefinidas, visando a suas permanências no poder. Com base em propostas de reformas constitucionais, esses governantes fazem do continuísmo uma tendência contemporânea e perigosa no continente. Como consequência disso, constatamos a fragilização das instituições democráticas em vários países latinos e a perda de diversos direitos individuais dos cidadãos.
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Não pode prevalecer o entendimento de que a legitimidade dessas ações decorreria de sustentação populacional majoritária. Mesmo que haja maioria a favor de reeleições consecutivas ou indefinidas, como pretende o presidente venezuelano Hugo Chávez, por exemplo, não se pode olvidar que os conceitos democráticos não estão assentados apenas na vontade da maioria. Engana-se também aquele que considera democrática a mudança na Constituição de um país com base em momentâneo e transitório apoio popular, como pretendeu o ex-presidente Manuel Zelaya, em Honduras.
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É lícito afirmar que o sistema democrático comporta necessariamente a conjunção de duas vertentes: o governo da maioria e a proteção aos direitos das minorias. A maioria governante nunca pode desfrutar de poderes ilimitados. Independentemente de sua crença, origem étnica, poder aquisitivo ou convicções ideológicas e políticas, as minorias eventualmente vencidas em uma eleição devem ter, sempre, seus ideais respeitados em um ambiente democrático maduro. Por isso, há necessidade de se garantirem liberdades individuais a todos, assegurando, sem jamais transigir, a liberdade de expressão, a igualdade de todos perante a lei e a possibilidade de qualquer cidadão participar da vida política e econômica.
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Esses preceitos devem ser severamente observados por todo e qualquer governante, a fim de que sejam cada vez mais consolidados os ideais democráticos. Por constituírem uma elite política, os representantes do povo deveriam ter a obrigação de zelar pela manutenção desses ideais e de observar o princípio da alternância de poder. Foi sobre os valores de respeito às minorias e liberdades fundamentais que as democracias mais sólidas do mundo se consolidaram ao longo dos anos. Esquecer disso pode acarretar um alto custo à própria democracia, que rapidamente pode ser confundida com tirania e autoritarismo, o que já ocorre na vizinha Venezuela.
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O país que não assegura tais direitos individuais fundamentais, tão arduamente conquistados pelas sociedades ao longo dos anos, e concede ao titular de um mandato presidencial poderes que extrapolam os limites da democracia – fato que vem ocorrendo sistematicamente na América Latina – não pode ser considerado democrático.
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Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


foto: portal G1
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VIOLÊNCIA IMPUNE
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Guerra não declarada
Após ser escolhida a sede dos jogos olímpicos de 2016, a cidade maravilhosa volta a ser mídia mundial
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Negativamente... Um helicóptero abatido, três policiais mortos, oito ônibus queimados... Isso faz-nos refletir sobre o papel desse movimento. Como falar sobre ética numa situação de guerra civil não-declarada? Como falar em ética num país que comemora a vinda de eventos internacionais, mas assiste, com as mãos atadas, cenas dantescas de violência em plena luz do dia, em plena área urbana? Como falar em ética num país que flexibiliza a redução de pena para traficantes perigosos, que permite o uso de celulares em presídios, que gasta mais com um sistema penitenciário falido e ineficiente do que com a educação?
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Como falar em ética se a falta dela é tida como natural... Lamentavelmente, falar em ética no Brasil é debater algo supérfluo, pois há tantas mazelas piores que a falta de ética que, solicitar ética a essa nação é quase como solicitar um ítem no topo da pirâmide de Maslow. A ética por aqui é considerada desnecessária, sem importância, que pode ser tranquilamente deixada de lado.
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Infelizmente, aqui, o bacana é "ser malandro", o bacana é "se dar bem", sem mérito... O bacana é festejar o "jeitinho brasileiro" de burlar a responsabilidade individual. O bacana é ter inúmeros direitos, mas pouquíssimos ou nenhum dever... O bacana é mamar na teta do estado, mesmo que a carga tributária atinja extorsivos 36,6%. O bacana aqui é pertencer a algum grupo e brigar por privilégios, mesmo que os outros indivíduos sejam obrigados a carregar esses grupos nas costas. O bacana é acreditar que há almoço grátis sim! O bacana é conceder pão e circo para o povo, pois isso resulta em votos, mas deixar a educação agonizando numa situação precária. O bacana é taxar quem critica de pessimista e querer enxergar só a fantasia das boas noticias, mas fechar os olhos para a realidade.
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O que nos resta é continuar nossa inglória luta pela moralização da sociedade brasileira, pelo re-estabelecimeto da ética, pelo fim, ou diminuição, da impunidade e pelo fim, ou diminuição, da corrupção.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

BARBÁRIE
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MST destrói milhares de pés de laranja no interior de São Paulo
Um verdadeiro tapa na cara dos trabalhadores, empreendedores, aposentados e estudantes brasileiros que, mesmo não possuindo terras, respeitam a propriedade alheia, a meritocracia e ainda pagam impostos em dia. O mais grave é que esse movimento recebe dinheiro público para promover tais crimes. Espera-se que a Justiça não seja tão conivente como o Executivo tem sido, e faça valer a lei. E espera-se também, que o Executivo pare de repassar dinheiro público ao MST, imediatamente.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

HEITOR DINIZ
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Gabinete do governador de PE ou delicatessen?
Postagem extraída do blog Crônica Política
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Hoje não dedicarei minhas linhas a qualquer análise interpretativa ou opinativa. O que trago neste post é apenas a transcrição de alguns itens adquiridos pelo governo de Pernambuco por meio do pregão eletrônico regido pelo edital 06/2009, cuja unidade compradora é nada menos do que o próprio gabinete do governador Eduardo Campos (PSB).

Que tal começarmos com a carta de vinhos e afins?


VINHOS

- Rosado, estrangeiro: 12 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Gamay, tinto, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Seleção, tinto, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, Miolo Seleção, branco, seco, fino: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tinto, seco, tipo Miolo: 120 garrafas 750 ml;
- Nacional, fermentado de uvas, fino, tinto, seco: 240 garrafas 750 ml;
- Nacional, fino, branco, seco: 336 garrafas 750 ml;
- Estrangeiro, generoso, de unhas viníferas: 12 garrafas 750 ml;
- Nacional, rosé, suave: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tinto, fino, Benet e Merlot: 24 garrafas 740 ml;
- Nacional, branco, Miolo: 180 garrafas 750 ml;
Nacional, tinto, fino, seco, encorpado: 96 garrafas 750 ml.

UÍSQUE

- Escocês, destilado, engarrafado na Escócia: 168 garrafas 1 litro;
- Importado, red, 5 anos, engarrafado na Escócia: 60 garrafas 1 litro;
- Importado, 15 anos: 96 garrafas 750 ml;
- Importado, 12 anos: 96 garrafas de 750 ml.

CERVEJA

- Nacional, em lata: 840 latas 350 ml.

ESPUMANTES

- Nacional, fermentado de uvas e açúcar: 96 garrafas 750 ml;
- Nacional, tipo champanhe: 48 garrafas 750 ml.

CHAMPANHE

- Francês, garrafa fosca: 12 garrafas 700 ml.

GIM

- Inglês: 12 garrafas 1 litro.

LICORES

- Estrangeiro, de cassis: 12 garrafas 500 ml;
- Espanhol, de frutas: 12 garrafas 700 ml;
- Nacional, de genipapo: 12 garrafas 500 ml;
- Estrangeiro, de avelã: 12 garrafas 700 ml;
- Estrangeiro, de pêssego: 12 garrafas 700 ml;
- Estrangeiro, de café: 12 garrafas 700 ml.

AGUARDENTES

- Nacional, envelhecida em carvalho: 36 garrafas 700 ml;
- Nacional, destilado, mosto: 36 garrafas 1 litro.

VODCA

- Nacional, neutra: 60 garrafas 750 ml;
- Nacional, neutra: 60 garrafas 1 litro.

CARNES

- Pernil de cordeiro: 180 kg;
- Peru: 84 kg;
- Alcatra: 3 toneladas;
- Bisteca bovina e suína: 840 kg;
- Bode, parte dianteira: 120 unidades + 60 kg;
- Picanha: 360 kg.

PEIXES E CRUSTÁCEOS

- Lagosta: 180 kg;
- Camarão: 420 kg;
- Siri: 36 kg;
- Salmão em filé: 300 kg;
- Lula: 60 kg;
- Polvo: 36 kg;
- Truta: 24 kg.

FRIOS

- Avelã: 12 kg;
- Castanha de caju: 60 kg;
- Castanha portuguesa: 24 kg;
- Chantily: 12 kg;
- Anchova: 12 kg;
- Nozes: 24 kg;
- Queijo emental: 96 kg;
- Queijo gorgonzola: 120 kg;
- Queijo provolone: 60 kg;
- Queijo suíço: 60 kg;
- Queijo do reino: 120 kg;
- Queijo brie: 24 kg;
- Queijo camembert: 36 kg;
- Queijo grana: 12 kg;
- Presunto Parma: 24 kg.

SUPERMERCADO

- Alcaparras: 72 vidros;
- Azeite extra virgem de dendê: 36 vidros de 220 ml;
- Azeite de oliva puro: 540 latas;
- Bacalhau do Porto: 180 kg.

Há muitos outros itens aqui não citados. Mas creio que os mais, digamos, inusitados, estão todos aí.

O que dizer depois disso? "A conta, por favor"!

Aí vai: R$ 779.720,74.

É só passar no caixa. No débito, por favor... nos cofres públicos.


Fonte: Crônica Política

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


ARNALDO JABOR
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Devo pedir champanhe ou cianureto?
O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Questões conflitantes rondam minha cabeça/devo pedir cianureto ou champanha?"
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Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta nada. Ando em crise, como vejo nos desenhos do excepcional Angeli, gênio da HQ. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. Não aguento mais ver a cara do Lula de boné, dançando xaxado pelo pré-sal; não aguento mais ver o Sarney mandando no país, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas, tucanistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado entre pelegos sem emprego e um governo regressista nos jogando de marcha a ré para os anos 40; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando ninguém jamais consegue impedir as queimadas na região, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; passo mal quando vejo a cara dos oportunistas do MST, com a bênção da Pastoral da Terra, liderando pobres diabos para a "revolução" contra o capitalismo; não aguento secretários de Segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares; não suporto a polêmica nacionalismo pelego X liberalismo tucano de hímen complacente; tenho enjoo com vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos rancorosos decepcionados, mas secretamente apaixonados pela velha esquerda.
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Tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista; não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal, e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.
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Não aturo essa dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia X voluntarismo, processo X solução, continuidade X ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de "clubbers" e punks de butique, descolados dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas, querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas; odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama; não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, detesto bingo, "pitbulls", balas perdidas, suspense sobre espetáculo de crescimento que só acontece na mídia; abomino mulheres divididas entre a piranhagem e a peruice. Onde está a delicadeza do erotismo clássico, a poética do êxtase?
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Repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos-de-ganso de manequim, notícias sobre quem come quem; horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, crianças brincando num shopping, enquanto os homens-bomba explodem no oriente e ocidente, enquanto desovam cadáveres na faixa de Gaza e em Ramos, com ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, museus superfaturados evocando retorcidos bombardeios em vez de hospitais e escolas, espaços culturais sem arte alguma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de artistas picaretas vestidos de "contemporâneos".
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Não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos pobres, e Sonia Hernandez, a perua de Cristo do Renascer, reza de mãos dadas com Dilma Rousseff de olhos fechados, orando pelos ideais de Zé Dirceu.
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Enquanto isso, formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Corão com os rabos para cima antes de pilotar caminhões-bomba, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século XXI; não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês; não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falando de política e paulistas de porre falando de mercado, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata.
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Lula com outro boné, políticos se defendendo de roubalheira, falando em "honra ilibada", "conselho de ética arquivado", suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis; odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo; odeio a pedofilia perdoada na Igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, sorrindo ao lado do Chávez, cercados pelas caras barbudas de boçal sabedoria de aiatolás; repugnam-me as bochechas da presidente Cristina Kirchner destruindo a Argentina, Maluf negando nossa existência, Pimenta das Neves rebolando em cima dos buracos do Código Penal; confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos; não suporto cúpulas do G-20 lamentando a miséria para nada; tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão; estou de saco cheio de mim mesmo, dessa minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos. Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flûte" de champanhe rosé?

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fonte: OTempo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


foto: Werther Santana/AE - Estadão
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SAIU NO ESTADÃO
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Universitários protestam contra José Sarney em São Paulo
Objetivo era divulgar o movimento 'Ética Já', criado pelos Centros Acadêmicos de diversas faculdades
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Daniela do Canto, da Agência Estado
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SÃO PAULO - Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto na madrugada desta quarta-feira, 23, em São Paulo. Eles vestiram diversas estátuas da cidade com camisetas que traziam os dizeres "Fora Sarney", em referência ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que teve a sua gestão como alvo de várias denúncias.
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Do protesto de hoje, participaram universitários de Direito da PUC-SP e da USP e de Engenharia da Escola Politécnica (Poli) da USP. A escolha de Sarney para estampar as camisetas é simbólica, afirmou o presidente do CA 22 de Agosto da PUC-SP, Marco Antônio Moreira da Costa. "Ele é o símbolo do tipo de político brasileiro que a gente não quer mais", explicou.
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Os universitários saíram da Avenida Paulista por volta das 4 horas e percorreram a Praça General San Martin, a Praça Ramos, a Praça Pan-Americana, o Parque Dom Pedro e a Avenida Santos Dumont. O objetivo do protesto era divulgar o movimento Ética Já, criado pelos Centros Acadêmicos (CAs) de diversos cursos, em diversas universidades, entre elas a da PUC-SP, USP e Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

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Fonte: Estadão On Line
RODRIGO CONSTANTINO
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Hipocrisia da Esquerda
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Hugo Chávez afirmou que “sabia de tudo” sobre a volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país, e ainda disse ter ajudado a “despistar” as autoridades sobre o paradeiro de Zelaya. O governo brasileiro nega ter participado da operação de retorno de Zelaya, mas parece extrema ingenuidade crer que ele simplesmente se “materializou” na embaixada brasileira, junto com outras setenta pessoas. Sem falar que Zelaya esteve no Brasil conversando com o presidente Lula pouco antes. Além disso, a embaixada não ofereceu asilo, e sim “abrigo”, tornando-se um palco para discursos políticos de Zelaya.
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Tudo isso já seria bastante estranho do ponto de vista do direito internacional e da diplomacia entre nações. Mas eu gostaria de focar no aspecto da incoerência dos discursos e atos dos próprios líderes de esquerda da América Latina. Afinal, são esses mesmos presidentes – Chávez e Lula – que costumam acusar o governo americano, não sem razão, de atos “imperialistas” quando este se mete indevidamente em assuntos locais dos países latino-americanos. Por que quando o governo americano se mete nos assuntos de outros países é “imperialismo”, mas quando o governo venezuelano se mete é uma “luta pela democracia”?
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O uso de dois pesos e duas medidas também costuma ser chamado de hipocrisia. É quando alguém utiliza critérios diferenciados para julgar coisas distintas, na tentativa de sempre condenar o que não gosta e proteger seus aliados ou interesses. Por exemplo, quando aquele que abraça uma cruzada pela “democracia” é o mesmo que defende o regime cubano, a mais duradoura ditadura do continente. Ou quando aquele que culpa o embargo americano a Cuba por sua miséria é o mesmo que condena a globalização e chama o comércio com os americanos de “exploração”.
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Tanta incoerência, tanta contradição, possui apenas uma explicação. Esses líderes esquerdistas não estão preocupados com princípios isonômicos ou com a honestidade intelectual, e sim com a única coisa que eles almejam: o poder.
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Fonte: Rodrigo Constantino

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


fotos: blogsergio.com - por Ana Maclaren


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INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA
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7 de Setembro
Com a extorsiva carga tributária beirando 40%, classe estudantil comprada, censura à imprensa, aumento da impunidade e corrupção, será que o Brasil é um país livre, de fato?
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Não é o que pensam os bravos manifestantes de São Paulo. Sem ajuda de nenhum partido político, ONG, sindicato ou qualquer instituição... Sem ônibus pago por movimento que recebe verba pública, sem lanchinho pago por repartição púbica, sem patrocínio de nenhuma estatal... Bravamente saíram às ruas na segunda-feira, 7 de setembro para cobrar punição aos responsáveis pelos atos secretos no senado, ética na política, dentre outras reinvindicações pertinentes. Mais informações em blogsergio.com.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BRASILEIROS NÃO FORAM ÀS RUAS EM GRANDE NÚMERO
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Mas apóiam com veêmencia a importante manifestação
Prova disso foi o pacífico protesto realizado em frente ao Masp, que contou com a presença de um leitor desse blog, conforme relatado em comentário. Parabéns aos manifestantes!.
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Do G1, com agências internacionais. foto: AP> G1
(...) Com palavras de ordem como "Não mais Chávez" e "Chávez ditador", manifestantes marcharam pacificamente em locais como Nova York, Madri, Paris, Bruxelas, Hamburgo, Toronto, e até Caracas, capital da Venezuela. (...)

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Leia, veja mais fotos e/ou vídeo no: G1
Para apoiar e Divulgar acesse: NO MAS CHAVEZ
HEITOR DINIZ NO CRÔNICA POLÍTICA
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Com pré-sal... e sem afeto?
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Como nem todo bom pizzaiolo é também um bom churrasqueiro, pode desandar a receita do "chef" Lula, que corre para colocar no cardápio nacional o mais apetitoso quitute brasileiro da atualidade: a suculenta picanha do pré-sal.

E nessa de "aumenta o fogo", "baixa o fogo", "põe carvão", "abafa", vem desagradando importantes convidados de um incerto jantar: de um lado os governadores, receosos de ficarem só com o osso, e, de outro, os parlamentares, instados a trabalhar de maneira intensiva.

E se o Congresso não tem compreendido bem sequer o significado de "trabalhar", que dirá com a partícula complicadora "de maneira intensiva"?

A bem da verdade, não apenas o jantar pré-salgado ainda é incerto, como incertos também são os próprios convidados.

Quem ficará com o primeiro pedaço? Quem ficará com o maior? Quem pegará a gordurinha? E quem vai ficar só no vinagrete?...

... E quem vai lavar a louça?

Do lado de cá, o que se discute é quem ficará responsável por pagar uma conta, ao que tudo indica, pré-salgada. Afinal, a capitalização que tem sido proposta para a Petrobras é simplesmente monumental. Para completar, só aceitam dinheiro vivo. Nada de cheque, cartão ou FGTS na jogada.

Ainda na obscura realidade e potencialidade do novo tesouro, outra dúvida: será um portentoso banquete, do qual sairemos todos regalados e clamando por um pré-sal de fruta (não resisti)... ou, após a exploração, correremos todos, ávidos, para o sanduba lá no trailer da pracinha?

A conferir.

Enquanto isso, chef Lula, não se esqueça de outro de nossos promissores tesouros, que há bem pouco tempo andava na crista da onda, além de ser ecologicamente mais correto que o ouro negro: o etanol.

Por hora, álcool mesmo, só na nossa boa caipirinha.

Com cana brava e limão capeta, para justificar algumas caretas por aí.

Ou seria a velha caipirinha preparada com as velhas jabuticabas, que só brotam por aqui?

P.S.: ficou com saudade do Lula do tempo do etanol? Olha ele aí: Crônica Política.

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Fonte: Crônica Política por Heitor Diniz

DEMÉTRIO MAGNOLI NO ESTADÃO

Esse crime chamado justiça
Texto:Estadão> Opinião> Quinta-Feira, 03 de Setembro de 2009 -
Foto Fórum da Liberdade em 2009.


A jornalista Helena Chagas, diretora de O Globo em Brasília (hoje na TV Brasil), soube por seu jardineiro de um depósito de vulto na conta do caseiro Francenildo Costa e passou a informação ao senador Tião Viana (PT-AC), que a transmitiu ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Então, Palocci convocou ao Planalto Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF). Naquele dia, Mattoso tirou um extrato da conta de Francenildo. À noite, 23 horas, reuniu-se com Palocci na casa do ministro, num encontro a três, no qual estava Marcelo Netto, assessor de imprensa do Ministério. No dia seguinte, o mesmo extrato que circulou na reunião foi publicado no site da revista Época.
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O enredo acima não é uma tese, mas uma narrativa factual, comprovada materialmente pelas investigações da Polícia Federal, que está nos autos da denúncia apresentada ao STF. A defesa alegou não existirem indícios robustos sobre a autoria da transmissão do extrato à revista e argumentou que o crime de quebra de sigilo bancário só ficou caracterizado no momento da publicação do extrato. O STF derrubou o argumento central da defesa, identificando indício de crime na transferência do extrato de Mattoso para Palocci. Mas só admitiu a denúncia contra Mattoso, que responderá a processo em instância inferior. Uma frágil maioria, de cinco contra quatro juízes, alinhou o Judiciário com o paradigma do Executivo, expresso por Lula: no Brasil, o Estado distingue os "homens incomuns" dos "homens comuns".
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A maioria que livrou de processo o "homem incomum" se orientou pelo relatório de Gilmar Mendes, o presidente do STF. Mendes é um defensor incansável de que a Justiça não se pode submeter ao "clamor das ruas" e do princípio do Estado de Direito de que ninguém deve ser punido sem a existência de provas capazes de arrostar a presunção de inocência. Não há nos autos prova acima de dúvida razoável de que Palocci tenha ordenado a quebra de sigilo. O STF, contudo, não julgava a culpa ou inocência do ministro. Julgava apenas o acolhimento da denúncia, ou seja, a deflagração de um processo. Para isso bastam indícios convincentes de participação em ato criminoso. Os cinco juízes que negaram tal estatuto ao relato comprovado nos autos condenam a Nação a conviver com a impunidade legal dos poderosos. Eles cometem um crime contra a justiça.
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Nunca, desde o encerramento da ditadura militar, o Estado brasileiro violou tão profundamente a ordem democrática quanto na hora em que Mattoso selecionou, entre os milhões de correntistas da CEF, o nome de Francenildo, uma testemunha da CPI que investigava o poderoso ministro. No mesmo dia em que o presidente da CEF acessava o extrato "suspeito", mas não o transmitia ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), guardando-o para Palocci, Tião Viana prometia aos jornalistas "uma grande surpresa". O poder que faz isso não conhece limites. Seu horizonte utópico é o Estado policial: a administração pública convertida em aparelho de intimidação permanente dos cidadãos, por meio da invasão da privacidade e da chantagem pessoal.
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"A corda acabou estourando do lado mais fraco, como sempre", diagnosticou o juiz Marco Aurélio Mello, referindo-se ao voto da maioria de seus colegas. Os cinco juízes decidiram que o crime inominável só pode ser reconhecido com a condição de que a responsabilidade por ele recaia apenas no agente direto da operação ilegal. O paralelo é inevitável: esses juízes abririam processo contra um rato dos porões da tortura, mas absolveriam de antemão os altos oficiais que comandavam a máquina de interrogar e torturar da ditadura militar.
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O relatório de Gilmar Mendes pendeu sobre o abismo por algum tempo, até ser resgatado da derrota por um inacreditável Cezar Peluso. O juiz destroçou a tese da defesa, mas, antes da conclusão lógica, imaginou a hipótese de que Mattoso não seguia uma instrução do ministro ao quebrar o sigilo de Francenildo. A sua hipótese altamente improvável talvez pudesse sustentar uma absolvição de Palocci ao final de um processo. Mas bastou-lhe para rejeitar a abertura do próprio processo que a escrutinaria. Peluso sucederá a Mendes à frente do STF, no ano que vem. A minha hipótese é de que ele decidiu contra seus próprios argumentos, sacrificando a justiça para estabelecer uma jurisprudência informal de submissão dos juízes ao voto do presidente do tribunal nos casos de valor político estratégico. A ordem tradicional que organiza o mundo não pode ser violada - eis a mensagem inscrita no voto de Peluso.
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A maioria configurada na defesa dessa ordem tradicional relegou Francenildo ao papel de espectador silencioso da solenidade de consagração de uma impunidade tão absoluta que impede a própria instauração de processo. Essa maioria assistiu, talvez levemente constrangida, ao espetáculo ignóbil proporcionado pelo advogado de Palocci, José Roberto Batochio, que assomou à varanda de sua Casa-Grande ideológica para apontar o caseiro como um "singelo quase indigente". Quando proferiram seus votos, os cinco juízes enxergaram um semelhante não em Francenildo, mas em Palocci. Eles votaram na sua casta, deixando as impressões digitais do persistente patrimonialismo brasileiro nos registros da Corte constitucional.
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Francenildo sou eu, somos nós todos, potenciais testemunhas de desvios de conduta das altas autoridades políticas. A decisão proferida por um STF diminuído equivale a uma mensagem destinada aos cidadãos comuns. Eles estão dizendo que o silêncio vale ouro: o privilégio a uma privacidade que não figura como um direito forte aos olhos da Corte devotada a interpretar a Lei das Leis. Estão condenando a Nação a calar quando se trata dos homens de poder. Como nem todos calarão por todo o tempo, estão condenando o País a ter novos Francenildos. É o preço que cobram pela absolvição do cidadão mais que comum.
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Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br
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Fonte: Estadão

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

EXEMPLO DE CIDADANIA
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Sábias palavras de um grande ídolo desportista.
O Brasil vive uma total inversão de valores... (trecho cortado no vídeo)
Se nós tivéssemos essa mesma bravura para combater político corrupto...
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Fonte: GloboVídeos

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

EXTRA! A CENSURA VOLTOU
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Um atentado contra o estado democrático de direito
Já dura 20 dias a absurda decisão judicial que impede o Estadão de exercer a liberdade de expressão
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O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, num atitude mafiosa, proibiu o Jornal Estado de São Paulo de publicar notícias de interesse público que envolvam o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. E para agravar ainda mais a situação, a morosidade judicial mantêm a descabida decisão em detrimento dos direitos do povo brasileiro.
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As reportagens censuradas esclareciam fatos sobre a ligação entre a família Sarney e o escândalo dos atos secretos do Senado. Vieira foi consultor jurídico do Senado e é próximo de José Sarney e Agaciel Maia, tendo aparecido em fotografia de coluna social ao lado do senador no casamento da filha do ex-diretor-geral do Senado.
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Qualquer semelhança com a família Corleone é mera coincidência, contudo, quem dera fosse ficcção a triste realidade.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ESSE FOI APENAS O COMEÇO
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Manifesto pela Ética no Senado
Parabéns aos 25 bravos estudantes indepedentes de Brasília
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Nós, sociedade civil organizada pelo Coletivo Independente de Manifestação e Ativismo – CIMA, entendemos o nosso papel social no controle e fortalecimento da democracia e viemos, portanto, expressar indignação frente aos últimos acontecimentos do Senado Federal e do Conselho de Ética.
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No momento pelo qual passamos, com tantos eventos escandalosos que se confundem com a política brasileira e colocam em cheque a credibilidade do Senado, compreendemos que Conselho de Ética não pode ficar inerte frente aos desmandos de todos os Senadores, muito menos pode agir com utilitarismo e pessoalismo, tal como fizeram reiteradamente algumas autoridades ao defender o presidente da casa José Sarney.

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O Senado Brasileiro é muito maior do que o indivíduo Sarney e não pode ser leiloado para garantir as pretensões eleitorais de qualquer político. Pairam dúvidas significativas sobre a conduta ética e moral do presidente da casa, cujo dever colaborar com o esclarecimento das denúncias oferecidas contra ele. Para tanto, José Sarney deve se afastar do cargo, a fim de permitir uma melhor condução das investigações.

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Colocar em cheque a câmara alta do congresso nacional é prestar um verdadeiro desserviço à democracia. Um cidadão não pode, em um contexto democrático, considerar-se superior a seus iguais, por distinção de nenhuma natureza. Por isso, nós, comuns, imbuídos do espírito democrático e no livre exercício da cidadania e da soberania popular, reivindicamos a investigação de todos os processos enviados à Comissão de Ética. Mais, porque não se trata de um problema pontual, reclamamos uma reforma política realizada por meio de plebiscitos populares e na qual se debata propostas de fidelidade partidária, financiamento público de campanhas eleitorais e a extinção de todo tipo de nepotismo.

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Coletivo Independente de Manifestação e Ativismo – CIMA

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Comentário: Os coordenadores do movimento voluntário Ética Já assinam embaixo o manifesto feito pelo CIMA, com uma pequena ressalva. Somos contra o financiamento público de campanhas por entender que dinheiro público é sagrado e não deve ser usado, em hipótese alguma, para realimentar a já onerosa, inchada e ineficiente máquina pública. Cabe ao candidato e aos partidos políticos honrarem com suas despesas. Isso não significa que somos favoráveis aos candidatos que vendem seus mandatos para aqueles que bancaram suas campanhas. Estão lá para representar o cidadão, seu eleitor, e não para representar aqueles que financiaram sua campanha. Assim o fazem porque não possuem senso ético e têm, como compromisso principal, o enriquecimento ilícito, a corrupção e a certeza da impunidade.
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Apoiamos e apoiaremos a inegelebilidade de candidatos que já foram julgados culpados pela justiça por qualquer crime. Da mesma forma que é exigido um 'nada consta' na justiça para um trabalhador ocupar um posto de trabalho, deve ser feito o mesmo com qualquer canditato a cargos públicos. Caso já tenha cometido qualquer delito, não deveria ser permitida a candidatura do mesmo.
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No mais, o bravo grupo do CIMA está de parabéns e pode ter a certeza que esse caldo vai engrossar. Estamos juntos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009





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HEITOR DINIZ
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Conselho de Ética "tranquilão"
"Tô tranquilão"!
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Eis a sapientíssima frase do presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque, insistindo na sua infeliz veia pseudo-humorística, ao comentar o vergonhoso arquivamento de todas as representações contra Sarney.
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Não se sabe até onde vai a capacidade da casa dos horrores de nos provocar o arrepio da indignação. Fato é que, diariamente, o limiar do deboche e do escárnio vem sendo grotescamente superado.
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Diária e sistematicamente, cresce o rombo da moralidade pública, provocado pelo Senado e por muitos de seus desastrados titulares, como Duque, Sarney, Renan, Wellington Salgado, Almeida Lima e todos os demais integrantes da tropa de choque.
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Encurralado, Sarney "malufizou-se", restando agora declarar que não conhece a si próprio, ou talvez sustentando que Sarney não é Sarney, ou que não conhece, entre outros, nem mesmo a própria esposa, filhos e netos. E como Maluf, caminha para se tornar uma anedota, vagando por corredores oficiais.
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Sobre mentiras, há duas máximas, pelas quais adianto desculpas pela minha veemência: só não ruborizam os rostos de quem não tem vergonha na cara, e só não tem pernas curtas onde impera o rabo preso.
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O "tranquilão" Paulo Duque é o retrato fiel do Senado: impunidade por atacado, tranquilidade absoluta e mediocridade produtiva.

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Fonte: Blog do Heitor Diniz

domingo, 19 de julho de 2009

RODRIGO CONSTANTINO
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UNE: União dos Néscios e Esquizofrênicos
para o Instituto Liberal
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Alguém se lembra do barulho que os “estudantes” da UNE faziam no passado contra o governo, quando o PT ainda era oposição? Como no caso dos “caras pintadas” pedindo o impeachment do presidente Collor? Ou da pressão que a UNE exerceu para instalar CPIs durante o governo FHC? Pois é: quem te viu; quem te vê. Agora que o PT é governo, a UNE faz um constrangedor silêncio sobre todos os escândalos de corrupção envolvendo os aliados do presidente Lula.
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Em reportagem de O Globo (17/07/09) com o título “UNE defende Petrobrás com verba da Petrobrás”, o jornal afirma que a entidade recebeu quase um milhão de reais de órgãos públicos federais para realizar seu congresso, sendo R$ 100 mil da própria Petrobrás. O cão não morde a mão que o alimenta. E a UNE é como os cachorros raivosos alimentados pelo porco Napoleão no livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Parece um cão treinado para latir quando o governo precisa desviar a atenção de algum novo escândalo.
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Nenhuma palavra da UNE contra Sarney, que o presidente Lula tanto defende. Nenhuma palavra contra a nova amizade entre Collor e Lula. Nada sobre os escândalos envolvendo a gigante estatal, uma das principais patrocinadoras do congresso. Ao contrário: defender a CPI para investigar a corrupção na Petrobrás passou a ser coisa de “neoliberal”. Como no livro, existe apenas um mandamento: “Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros”. Os porcos ligados a Napoleão passaram a negociar com os homens de granjas vizinhas, e aprenderam a andar em duas patas. Tudo parte do “jogo democrático”. Agora já é impossível distinguir porco de homem.
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Tanta metamorfose ambulante nos faz especular que a UNE seja formada apenas por idiotas úteis e esquizofrênicos. Se não for uma dessas alternativas, teríamos que constatar a única opção restante, qual seja, a falta de caráter. Como sempre prefiro o benefício da dúvida, sugiro mudar o significado de UNE, que em vez de União Nacional dos Estudantes, passaria a representar União dos Néscios e Esquizofrênicos.
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fonte: Rodrigo Constantino

sábado, 18 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

O TEMPO

Exemplo que vem de cima
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Peguem no site da Petrobras "Conselho de Administração" e leiam a composição. Na presidência a ministra Dilma Rousseff, a seguir o ministro Guido Mantega, o ex-ministro Silas Rondeau, Sérgio Gabrielli, Francisco Roberto de Albuquerque, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o presidente do Banco Real, Fábio Coletti Barbosa, o multibilionário Jorge Gerdau, e Sérgio Franklin Quintella, irmão do ministro Franklin Martins.
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Esse último estaria proibido de sentar no conselho da estatal pela lei do "nepotismo", mas Rousseff, Mantega, Coutinho (presidente do BNDES) se encontram proibidos no que tange à acumulação de cargos prevista na Constituição.
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Não deixa dúvida o artigo 37 no inciso XVII: "a proibição de acumular cargos estende-se a empregos e funções e abrange fundações, autarquias, empresas públicas, sociedade de economia mista (como Petrobras), suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder Público".
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Os ministros se encontram em cargos, regiamente remunerados, desrespeitando uma norma incontestável da Constituição. Aliás, mais incontestável é impossível.
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Eles "se lixam" para essa situação. Perigosamente "se lixa" também a Dilma Rousseff, que ambiciona a Presidência da República e fornece, assim, o pior exemplo de quem está no vértice do poder. Pode-se entender que nesse quadro viram as costas ao absurdo a Ouvidoria Geral, a Advocacia Geral da União e até a Procuradoria Geral da República, tão solícitas no enquadramento dos barnabés e omissas, como nesse caso, ao óbvio que atinge as figuras de proa da República.
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Assim, com um pé no governo e outro nas estatais, os ministros acumulam individualmente salários que, segundo informações nunca desmentidas pela Petrobras, chegam a R$ 76,5 mil mensais, redundando em R$ 918 mil a cada ano. Até o ex-ministro Silas Rondeau, protegido de José Sarney, que se demitiu às pressas num ruidoso episódio de propinas, permanece lá, ganhando seus R$ 76,5 mil a cada mês.
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Enquanto isso, a classificação de risco medida por agências internacionais sobe no caso da Petrobras por conta da contaminação política que faz dela, nos momentos mais críticos da vida nacional, um instrumento à disposição de um partido e não da nação.
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Fonte: Jornal O Tempo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

CONVENIÊNCIA
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No passado recente ataca, hoje defende
A podridão da classe política brasileira não tem limites.
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Isso resume a falsa ética pessoal de líderes populistas como Kim Jong-il, Fidel, Chávez e tantos outros... Lula não é diferente. São reis do sofisma que, infelizmente, dá resultados (popularidade = votos). Fingem querer o bem do mais pobre, mas o que querem, de fato, é simplesmente se perpetuarem no poder. O mais absurdo disso é a legalização de algo ilegal. Explico: a compra de votos através de assistencialismo viciante, com dinheiro público. São os ditos "programas sociais", daí, o que explica populismo em alta. Uma aberração! E o povo brasileiro vai pagar a conta disso no fututo. Acorda Brasil! Ética já!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O POVO SAIARÁ ÀS RUAS
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Atenção autoridades corruptas: uma hora o leite vai derramar!
Movimentos espontâneos e apartidários começam a se juntar tamanha a corrupção instalada no país.
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Ato Público - 27 de Junho - 16h - saiba mais em: Chega de Corrupção - RPJ!
ATOS SECRETOS DO SENADO
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O povo exige punição!
Sem permitir que mais esse escândalo ofusque a luta contra a corrupção e impunidade na Petrobrás.
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charge: Guto Cassiano
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Confira: Atos secretos divulgados por comissão de sindicância do Senado.
Farra com dinheiro público. Ladrões nos roubam protegidos pela falta de transparência.

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Fonte: Comissão de Sindicância do Senado - Portal G1
NANI
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Estatal descobre mais um lucrativo poço
Por isso, insistem tanto em dizer que o petróleo é deles!
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charge: Nani Humor

segunda-feira, 22 de junho de 2009

RODRIGO CONSTANTINO EM DOSE DUPLA
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A Cultura do Diploma
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A decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade de diploma para exercer a função de jornalista gerou muita polêmica. Muitos jornalistas estão questionando porque cursaram seus anos de faculdade, se agora qualquer um poderá ser um jornalista, com ou sem diploma. Ora, o simples questionamento demonstra como vivemos na “cultura do diploma”, contrária à cultura da meritocracia. Quer dizer então que aqueles anos na faculdade tinham como meta somente o diploma, e não um aprendizado efetivo e útil?
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A obrigatoriedade de diplomas não passa de uma reserva de mercado, típica de países corporativistas. O que importa é a qualidade do serviço prestado, a capacidade do profissional, e não o fato de ele ter ou não algum diploma. Ele poderia ser um brilhante autodidata. Se o investimento de tempo na universidade for rentável, ou seja, se o diploma realmente agregar valor, então ele continuará sendo demandado. Mas não há motivo algum para que o governo torne obrigatória a existência de um diploma. Isso apenas reduz a competição no setor, afastando possíveis profissionais competentes.
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A prática pode ser uma escola mais eficiente que a universidade. Vamos deixar os consumidores decidirem. Quem teme a competição? Nos Estados Unidos e na Inglaterra não se obriga diploma para jornalistas, e creio que ninguém diria que o jornalismo nesses países é precário e incompetente. Além disso, resta perguntar: se para um poderoso Presidente da República não é exigido diploma algum no Brasil, por que deveríamos cobrar um para jornalistas?
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Uma Conquista da Liberdade
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“A exigência de diploma de curso superior para a prática de jornalismo não está autorizada pela ordem constitucional, pois constitui uma restrição a efetivo exercício da liberdade jornalística.” (Presidente do STF, ministro Gilmar Mendes).

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Com quase unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. A maioria dos ministros entendeu que parte do decreto-lei de 1969 era inconstitucional. O ministro Gilmar Mendes chegou a fazer uma analogia com a culinária: “Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”. A obrigatoriedade de diploma nada mais é do que uma reserva de mercado garantida por lei. Derrubá-la, portanto, representa uma conquista da liberdade.

Bob Woodward conseguiu derrubar o presidente Richard Nixon com sua reportagem investigativa sobre o escândalo de “Watergate”. Woodward não tinha diploma de jornalismo. Ele estudou história e literatura inglesa, e enquanto considerava a opção de cursar direito, acabou conseguindo um emprego como repórter no The Washington Post. Mas pela lei brasileira válida até a decisão do STF, Woodward não poderia exercer a profissão de jornalista. Ele não seria considerado apto para a tarefa, por falta de um diploma específico. O mundo perderia um importante jornalista, por um motivo bobo. Existem vários outros casos assim.
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Mais: Rodrigo Constantino